França registrou o verão mais quente de sua história
A França vivenciou o verão mais quente de sua história em 2026, marcado por ondas de calor, seca e grandes incêndios florestais, informou a ministra da Transição Ecológica, Monique Barbut, nesta quinta-feira (3).
"Acabamos de vivenciar o verão mais quente já registrado desde o início das medições, em 1900", disse Barbut durante a apresentação do relatório climático do verão na sede da agência meteorológica Météo-France, perto de Paris.
Para os meteorologistas, o verão na França vai de junho a agosto.
A França se junta à Bélgica e ao Reino Unido ao registrar seus verões mais quentes de todos os tempos, após uma temporada que castigou a Europa, o continente que aquece mais rapidamente no planeta.
Cientistas apontam que as mudança climática causada pelo ser humano tornou os eventos climáticos extremos mais intensos e frequentes.
A França sofreu diversas ondas de calor severas, incluindo uma no final de junho que estabeleceu um novo recorde de intensidade.
Outra onda de calor, que durou do final de julho até agosto, igualou o recorde da onda de calor mais longa do país, com duração de 23 dias, um recorde anteriormente estabelecido em 1983.
Durante esse período, grandes incêndios florestais devastaram partes do sudoeste do país. "No final de agosto, os incêndios já haviam queimado uma área seis vezes maior que a média dos últimos vinte anos", afirmou Barbut.
"O verão de 2026 entrará para a história, mas a pergunta que devemos nos fazer agora é como ele será lembrado: como o primeiro de uma longa série de verões recordes? Ou como o momento em que nos unimos para enfrentar o desafio da adaptação e mitigação?", questionou.
O primeiro-ministro, Sébastien Lecornu, incumbiu Barbut, no final de julho, de apresentar novas medidas para acelerar a implementação do plano nacional francês de adaptação à mudança climática.
Nesta quinta-feira, a ministra prometeu apresentar suas conclusões "até o final de setembro".
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