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Grécia anuncia pagamento antecipado de parte de sua dívida

Published on août 17, 2026 at 19:30

Um homem passa pelo símbolo do euro ("Euro Sculpture", do artista alemão Ottmar Hoerl) em frente ao antigo prédio do Banco Central Europeu (BCE), em Frankfurt am Main, no oeste da Alemanha, em 9 de junho de 2026 — Kirill KUDRYAVTSEV / AFP
Um homem passa pelo símbolo do euro ("Euro Sculpture", do artista alemão Ottmar Hoerl) em frente ao antigo prédio do Banco Central Europeu (BCE), em Frankfurt am Main, no oeste da Alemanha, em 9 de junho de 2026 — Kirill KUDRYAVTSEV / AFP

A Grécia planeja amortizar, em 2026, um valor equivalente a US$ 15 bilhões (R$ 78 bilhões, na cotação atual) da dívida contraída de credores europeus para enfrentar a crise financeira de 2010, anunciou o Ministério das Finanças nesta segunda-feira (17).

Aproveitando seus superávits orçamentários, a Grécia pretende reduzir sua relação dívida/PIB para 137% este ano, segundo o ministério. A dívida grega ainda representava 210% do PIB em 2020.

O plano prevê o pagamento de aproximadamente US$ 2,9 bilhões (R$ 15 bilhões) em empréstimos ao mecanismo de apoio europeu, assim como um título de US$ 2,5 bilhões (R$ 13 bilhões) com vencimento em 2027.

Em junho, a Grécia pagou antecipadamente US$ 7,9 bilhões (R$ 41 bilhões) em empréstimos do primeiro programa de resgate, especificamente o empréstimo bilateral de 2010.

No total, entre 2019 e 2025, a Grécia realizou amortizações de empréstimos no valor aproximado de US$ 41,7 bilhões (R$ 216 bilhões).

A dívida pública total da Grécia atualmente gira em torno de US$ 420 bilhões (R$ 2,18 trilhões).

Oito anos após o fim do desastre financeiro que levou a três empréstimos internacionais e medidas drásticas de austeridade, a Grécia é atualmente um dos países da zona do euro com uma das maiores taxas de crescimento — projetada em 2% para 2026, segundo o governo.

De acordo com o Ministério das Finanças, os pagamentos antecipados continuarão nos próximos anos, com o objetivo de quitar integralmente os empréstimos até 2031, em vez do prazo inicial de 2041.

Com essa iniciativa, o Ministério acredita que "o Estado grego envia uma mensagem adicional para tranquilizar instituições, agências de classificação de risco e a comunidade internacional de investidores".

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