Meio Ambiente

Lala se transforma em furacão e avança em direção ao Havaí

Published on août 15, 2026 at 22:52

A tempestade tropical Lala avança em direção à Ilha Grande do Havaí — Handout / AFP
A tempestade tropical Lala avança em direção à Ilha Grande do Havaí — Handout / AFP

A tempestade Lala se transformou em furacão e avança em direção ao arquipélago do Havaí, com ventos de 120 quilômetros por hora, anunciou neste sábado (15) o Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos.

"Informações recentes de satélite e radar indicam que Lala se fortaleceu", informou o Serviço Nacional de Meteorologia (NWS, na sigla em inglês) em seu boletim mais recente, divulgado às 19h (16h em Brasília).

Naquele momento, o furacão estava a 135 quilômetros a sudeste da Ilha Grande do Havaí, uma das oito principais ilhas do arquipélago do Pacífico.

"São esperadas chuvas significativas, ventos fortes, ondas perigosas e inundações localizadas", alertou o NWS, acrescentando que também podem ocorrer deslizamentos de terra.

Mais cedo neste sábado, quando Lala ainda era uma tempestade tropical, fortes chuvas já atingiam a Ilha Grande. As condições adversas podem continuar até domingo.

O governador do estado americano do Havaí, Josh Green, declarou estado de emergência na quinta-feira.

Lala "representa uma séria ameaça para nosso estado, particularmente para a Ilha do Havaí, e estamos agindo para garantir que os recursos estejam disponíveis quando forem necessários", afirmou Green em um comunicado.

Também estava em vigor um alerta de furacão para o condado do Havaí - que abrange a Ilha Grande - e um alerta de tempestade tropical para as ilhas de Maui, Molokai e Kahoolawe, situadas a noroeste.

A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA, na sigla em inglês) informou que a Ilha Grande pode registrar mais de 60 centímetros de chuva e uma maré de tempestade com "ondas perigosas".

A Ilha Grande é a segunda mais populosa do arquipélago, com 210.000 habitantes, atrás de Oahu, onde vivem mais de um milhão de pessoas.

Lala ocorre em meio à formação de um forte fenômeno El Niño na região central do Pacífico equatorial, com temperaturas já tão elevadas que a NOAA prevê agora 69% de probabilidade de "um evento histórico que superaria a intensidade de episódios anteriores de El Niño desde 1950" quando atingir seu pico, entre outubro e dezembro.

Cientistas alertam com frequência que a mudança climática, provocada pela dependência da humanidade dos combustíveis fósseis, aumentou a frequência e a intensidade de eventos extremos.

Latest stories