'Não é Hollywood': Rússia desencoraja panamenhos de participar da guerra
A Rússia pediu que os panamenhos pensem nas consequências de participar da guerra contra a Ucrânia, após relatos de recrutamento de cidadãos do Panamá.
O governo panamenho reconheceu que mais de 20 cidadãos do país participaram da guerra, tanto no lado russo quanto no ucraniano, e informou que um deles morreu e que vários estavam desaparecidos.
Segundo a chancelaria do Panamá, algumas dessas pessoas "sabiam exatamente" que estavam sendo recrutadas para a guerra, enquanto outras foram enganadas com promessas falsas de emprego.
"O que poderia esperá-los não seria uma superprodução de Hollywood, muito menos um safári no deserto iraquiano", ressaltou o embaixador da Rússia no Panamá, Konstantin Gavrilov, em carta publicada hoje nas redes sociais da embaixada.
Gavrilov observou que, em seu país, um estrangeiro pode se alistar voluntariamente nas Forças Armadas, mas negou que a embaixada russa atue como intermediária. "A Rússia não apoia os métodos enganosos de alistamento de voluntários."
A chancelaria panamenha informou recentemente que havia solicitado informações aos governos da Rússia e da Ucrânia no Panamá sobre a situação de seus cidadãos. Já a Procuradoria panamenha abriu investigações a partir de denúncias de familiares sobre recrutamento enganoso.
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