Galeria que sofreu assalto reabre no Louvre sem nada para roubar
A deslumbrante galeria do Louvre, que sofreu um roubo cinematográfico em outubro, reabriu ao público nesta quarta-feira (22), tornando-se uma nova atração para os turistas, apesar de suas obras mais valiosas terem sido retiradas.
A Galeria de Apolo, uma das mais suntuosas do museu mais visitado do mundo, era conhecida por exibir as joias da Coroa francesa. Mas, depois que oito peças avaliadas em cerca de 100 milhões de dólares (507 milhões de reais) foram levadas em plena luz do dia, ficou famosa no mundo inteiro como cenário de um dos roubos mais audaciosos — e constrangedores — dos últimos tempos.
"Acho que a prefiro vazia, sem as joias", declarou à AFP Alison Leslie, uma escocesa de 52 anos.
Embora os quatro supostos ladrões do Louvre tenham sido detidos, os objetos roubados ainda não foram encontrados. As joias restantes foram retiradas da Galeria de Apolo e serão expostas no futuro em uma sala segura, sem janelas.
Os ladrões utilizaram uma grua montada em um caminhão para acessar uma sacada da galeria, antes de cortar as janelas e vitrines com potentes serras de disco.
As vulnerabilidades da galeria já haviam sido apontadas em uma auditoria interna de 2019, mas as conclusões nunca foram colocadas em prática.
O roubo desencadeou protestos dos funcionários e a renúncia da presidente do museu, Laurence des Cars, substituída em fevereiro por Christophe Leribault, que dirigia o Palácio de Versalhes.
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