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Presidente da liga espanhola acusa Fifa de 'destruir a indústria do futebol'

Published on juillet 21, 2026 at 20:58

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, entrega a medalha de campeão da Copa do Mundo de 2026 ao espanhol Dani Olmo, na presença do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em 19 de julho de 2026, em East Rutherford, Nova Jersey, EUA. — Mandel Ngan / AFP
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, entrega a medalha de campeão da Copa do Mundo de 2026 ao espanhol Dani Olmo, na presença do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em 19 de julho de 2026, em East Rutherford, Nova Jersey, EUA. — Mandel Nga

Javier Tebas, presidente da liga espanhola (LaLiga), acusou a Fifa, nesta terça-feira (21), de "destruir a indústria do futebol" após o anúncio de conversas sobre uma possível Copa do Mundo com 64 seleções para a edição de 2030, em entrevista a um jornal italiano.

Tebas também declarou que o tempo de Gianni Infantino "acabou", denunciando ao jornal La Gazzetta dello Sport um "sistema fundamentalmente falho" que permitiu ao dirigente suíço-italiano liderar a Fifa por uma década.

"Aumentar o número de seleções não faz sentido. A indústria do futebol não se resume à Copa do Mundo, por mais importante que ela seja... Eles estão destruindo a indústria do futebol, que gera dezenas de milhares de empregos, em prol de um evento que dura 40 dias e afeta apenas uma minoria de jogadores", argumentou.

"Expressamos repetidamente nossas preocupações em relação ao calendário de competições. E agora eles querem organizar uma Copa do Mundo com 64 seleções", lamentou o dirigente espanhol, ressaltando que "são as competições nacionais que mantêm este esporte vivo".

"Precisamos de menos jogos de seleções e de maior proteção para o futebol nacional em todos os níveis. Eles não percebem isso e tomam decisões de forma irresponsável", acrescentou Tebas.

Durante a abertura da Copa do Mundo em junho, Infantino mencionou "conversas sobre a expansão para 64 seleções" para o centenário do torneio em 2030, que será sediado principalmente por Espanha, Portugal e Marrocos, mas também incluirá partidas no Paraguai, Uruguai e Argentina.

O presidente da Uefa, Aleksander Ceferin, afirmou em abril que tal formato não é "uma boa ideia para a Copa do Mundo ou para os processos de classificação europeus".

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