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Bélgica goleia EUA (4-1) e vai enfrentar Espanha nas quartas de final da Copa

Published on juillet 7, 2026 at 05:47

O americano Malik Tillman reage após o último gol da Bélgica nas oitavas de final da Copa do Mundo, em 6 de julho de 2026, em Seattle.
O americano Folarin Balogun durante uma pausa para hidratação na derrota para a Bélgica, em 6 de julho de 2026.
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, comparece à partida entre Estados Unidos e Bélgica em Seattle, em 6 de julho de 2026.
Mauricio Pochettino consola Chris Richards após a eliminação dos Estados Unidos da Copa do Mundo em 6 de julho de 2026.
O americano Malik Tillman reage após o último gol da Bélgica nas oitavas de final da Copa do Mundo, em 6 de julho de 2026, em Seattle.
Bélgica goleia EUA (4-1) e vai enfrentar Espanha nas quartas de final da Copa

Em uma partida disputada em meio à controvérsia sobre a participação do atacante Folarin Balogun, a Bélgica goleou os Estados Unidos por 4 a 1 em Seattle, nesta segunda-feira (6) e avançou para as quartas de final da Copa do Mundo de 2026, onde vai enfrentar a Espanha. 

O 'Team USA' escalou seu artilheiro, Balogun, que a Fifa havia autorizado a jogar apesar de sua expulsão na fase anterior, mas foi dominada desde o início por uma seleção belga muito motivada, que impôs uma derrota acachapante diante de Gianni Infantino, que assistia ao jogo da tribuna. 

A eliminação dos Estados Unidos, após as saídas do México e do Canadá, também nas oitavas de final, deixa a Copa do Mundo sem nenhuma de seus três anfitriões. 

Após 24 horas de polêmica que transcendeu o mundo do futebol, a presença de Balogun em campo teve um efeito oposto ao que os americanos esperavam. 

Os donos da casa foram sufocados pelo início avassalador dos 'Diabos Vermelhos' e acabaram sofrendo o golpe de misericórdia com uma falha do goleiro Matt Freese ao tentar sair jogando com a bola, permitindo que a Bélgica abrisse uma vantagem de 3 a 1. 

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, acompanhou da tribuna em Seattle a partida marcada por uma decisão incomum de sua entidade que deixou em suspenso a punição de um jogo que Balogun havia recebido após um cartão vermelho na fase de 16-avos de final. 

A decisão foi tomada sem explicações e ocorreu após um pedido do presidente Donald Trump. 

A Bélgica, que havia lutado nos bastidores para garantir a manutenção da suspensão de Balogun, se vingou em grande estilo dentro de campo com uma vitória que a coloca em rota de colisão com a Espanha, adversária da próxima sexta-feira em Los Angeles.

"Não vamos esconder: fizemos uma reunião quando soubemos da notícia. Dissemos que precisávamos deixar nosso futebol falar por nós em campo. Foi o que fizemos hoje. Estou muito orgulhoso da equipe", disse o meio-campista Youri Tielemans à emissora RTBF.

"Tínhamos realmente muita raiva e muita vontade de começar bem o jogo, algo que nos havia faltado desde o início do torneio".

"Quero parabenizar a Bélgica; eles foram melhores do que nós", reconheceu Pochettino. "Desde o início, todos viram que não conseguimos nos encontrar na partida... Não era o nosso dia."

- Tiro no pé -

A escalação de Balogun não foi a única surpresa nas equipes em Seattle, já que a Bélgica também promoveu mudanças em seu time titular, deixando Kevin De Bruyne e Jeremy Doku no banco de reservas. 

Porém, os 'Diabos Vermelhos' não sentiram nem um pouco a ausência de seus principais jogadores num início avassalador que deixou a defesa dos anfitriões atordoada. 

Sob o olhar de frustração de Pochettino, o time da casa sofreu forte pressão até que o o primeiro gol saiu logo aos nove minutos. 

Um cruzamento de Leandro Trossard da esquerda expôs a falta de solidez da defesa americana; eles deixaram a bola quicar na área antes de Nicolas Raskin fazer um lance que misturava cruzamento e finalização, permitindo que De Ketelaere, livre de marcação, apenas tocasse para o fundo da rede.

O 'Team USA' e a torcida tiveram dificuldade para assimilar o golpe. Quando chegou a pausa para hidratação, os Estados Unidos ainda não haviam feito nenhuma finalização, contra sete do adversário, mas conseguiram empatar o jogo logo na primeira tentativa. 

Em sua primeira participação de destaque, Balogun foi derrubado na entrada da área após dominar a bola de costas para o gol. Malik Tillman assumiu a cobrança da falta, a bola desviou na barreira, enganou o goleiro Thibaut Courtois e entrou, empatando a partida aos 31 minutos. 

O gol reanimou a torcida, mas a Bélgica levou apenas dois minutos para responder com mais uma investida de Trossard, que culminou em uma cabeçada de De Ketelaere superando os zagueiros centrais. 

Pochettino fez uma alteração no intervalo, substituindo o lateral Sergiño Dest pelo meia-atacante Gio Reyna, mas a equipe acabou sofrendo um duro golpe com uma falha bizarra de Matt Freese aos 57 minutos de jogo.

O goleiro do New York City, que vinha tendo uma sólida atuação na Copa do Mundo, saiu do gol para interceptar um passe lançado nas costas da defesa. 

Porém, pressionado por De Ketelaere fora da área, ele não conseguiu afastar a bola com o pé, e ela foi roubada por Vanaken, que marcou chutando para o gol vazio. 

- "Os torcedores mereciam" -

Com outra montanha para escalar, o infortúnio de Pochettino aumentou quando ele foi forçado a substituir seu craque, Christian Pulisic, logo em seguida. 

O 'Capitão América', que mancava visivelmente há vários minutos, personificou o estado de espírito de sua equipe ao desabar em lágrimas enquanto recebia atendimento médico no banco de reservas. 

Sebastian Berhalter e o próprio Balogun estiveram perto de recolocar os Estados Unidos na partida, mas foi Romelu Lukaku quem selou a pesada derrota nos acréscimos (90+3'), aproveitando outro erro da defesa americana.

"O futebol pode ser cruel...", lamentou o meio-campista Tyler Adams após a derrota em Seattle. 

"Os torcedores mereciam, pelo apoio que nos deram nas últimas semanas. Não tenho como agradecê-los o suficiente", acrescentou.

gbv/mcd/aam

© Agence France-Presse

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