Terremoto de 7,1 graus no Japão deixa feridos e provoca desabamentos
Um forte terremoto de magnitude 7,1 no sudoeste do Japão causou o desabamento de vários prédios, incluindo o segundo andar de um shopping center, onde estima-se que "muitas pessoas" estejam presas nos escombros, além de um "número considerável" de mortos, segundo a emissora TBS.
Uma pessoa morreu após o desabamento de um imóvel, segundo a agência de notícias Kyodo, enquanto a emissora pública NHK informou que pelo menos 50 pessoas foram levadas ao hospital com ferimentos e que 12 imóveis desabaram devido ao terremoto, que atingiu a ilha de Kyushu.
Os serviços de emergência indicaram que "muitas pessoas" estavam presas dentro do shopping, onde uma explosão foi ouvida, em Kashima, província de Kumamoto.
Segundo a emissora privada TBS, um "número considerável" de pessoas morreu no incidente. Questionada pela AFP, a polícia local afirmou que ainda não podia confirmar se havia vítimas.
A NHK informou que entre 20 e 30 funcionários do shopping ainda estavam desaparecidos, além de várias pessoas em uma fábrica de papel.
O terremoto ocorreu às 16h27 (4h27 no horário de Brasília) e atingiu o nível máximo (7) na escala de intensidade sísmica de Shindo, uma referência no Japão que mede a força dos terremotos, informou a Agência Meteorológica do Japão (JMA). Um alerta de tsunami emitido após o terremoto foi cancelado pouco depois.
Imagens da televisão mostraram pontes rodoviárias parcialmente destruídas, prédios em ruínas e vagões de trem de carga tombados.
A primeira-ministra, Sanae Takaichi, declarou na televisão que as autoridades ainda estavam "avaliando" a situação dos feridos e a extensão dos danos.
"Há cortes de energia e incêndios em algumas áreas, estradas e pontes foram danificadas e prédios desabaram", acrescentou.
"O tremor foi muito forte e durou muito tempo. Fiquei apavorada", disse à AFP Chiharu Hara, uma recrutadora de 35 anos que estava em viagem de negócios na província de Kumamoto.
Nos escritórios de seu cliente, "nada caiu do teto, mas o prédio balançou violentamente. Tive medo de que desabasse. Todos entraram em pânico", relatou.
"Os tremores foram tão fortes que eu não conseguia ficar de pé", disse um funcionário da NHK na província de Kumamoto.
"Os tremores ainda continuam enquanto falo", acrescentou.
Cerca de 45.000 residências e instalações estão sem energia na província de Kumamoto, de acordo com a operadora Kyushu Electric Power, que afirmou que os três reatores nucleares da região estavam operando normalmente.
Kumamoto foi afetada em 2016 por dois terremotos devastadores: o primeiro de 6,5 graus de magnitude, seguido, dois dias depois, por outro de 7,3 graus. Os tremores deixaram 273 mortes e mais de 2.800 feridos.
O Japão é um dos países mais expostos a terremotos no mundo por estar localizado na união de quatro grandes placas tectônicas ao longo da borda ocidental do "Círculo de Fogo" do Pacífico.
O arquipélago, que tem quase 125 milhões de habitantes, registra centenas de tremores todos os anos e representa cerca de 18% dos terremotos registrados em todo o mundo.
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