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Terremoto de 7,1 graus no Japão deixa feridos e provoca desabamentos

Published on Julio 28, 2026 at 17:56

Jornalista japonês observa alerta de tsunami ativado após terremoto — Andrew Caballero-Reynolds / AFP
Jornalista japonês observa alerta de tsunami ativado após terremoto — Andrew Caballero-Reynolds / AFP

Uma pessoa morreu e mais de 100 ficaram feridas após um forte terremoto de magnitude 7,1 no sudoeste do Japão, que provocou o desabamento de vários prédios, incluindo em um shopping center, onde estima-se que "muitas pessoas" estejam presas nos escombros.

Segundo a emissora privada TBS, um "número considerável" de pessoas morreu devido ao desabamento do segundo andar de um shopping center em Kashima, província de Kumamoto.

Os serviços de emergência indicaram que "muitas pessoas" estavam presas dentro do estabelecimento, mas a polícia local afirmou que ainda não podia confirmar se havia vítimas.

A emissora pública NHK informou, citando fontes policiais, que entre 20 e 30 funcionários do shopping ainda estavam desaparecidos, enquanto a agência de notícias Kyodo declarou que quatro pessoas foram levadas para o hospital, todas conscientes.

A NHK indicou, ainda, que várias pessoas podem estar desaparecidas em uma fábrica na cidade de Yatsushiro, onde a parte superior de uma chaminé desabou. A Kyodo News também informou que uma pessoa morreu após o desabamento de uma residência.

O terremoto, que ocorreu às 16h27 (4h27 no horário de Brasília) na ilha de Kyushu, atingiu o nível máximo (7) na escala de intensidade sísmica de Shindo, uma referência japonesa que mede a força dos terremotos, informou a Agência Meteorológica do Japão (JMA). Um alerta de tsunami emitido após o tremor foi cancelado pouco depois.

Imagens da televisão mostraram pontes rodoviárias parcialmente destruídas, prédios em ruínas e vagões de trem de carga tombados.

"O tremor foi muito forte e durou muito tempo. Fiquei apavorada", disse à AFP Chiharu Hara, uma recrutadora de 35 anos que estava em uma viagem de negócios na província de Kumamoto.

Nos escritórios de seu cliente, "nada caiu do teto, mas o prédio balançou violentamente. Tive medo de que desabasse. Todos entraram em pânico", relatou.

"Os tremores foram tão fortes que eu não conseguia ficar de pé", disse um funcionário da NHK na província de Kumamoto.

Segundo a emissora, dois hospitais indicaram ter atendido pelo menos 50 pacientes feridos cada um.

"Estão chegando pessoas com queimaduras e fraturas após terem ficado presas nos escombros devido ao terremoto, e as ambulâncias não param de trazer feridos", declarou o funcionário de um dos hospitais, segundo a NHK.

A primeira-ministra, Sanae Takaichi, declarou no X que, até o momento, foram confirmadas "vítimas humanas, desabamentos de prédios, danos nas estradas e incêndios", além de "cortes de água e energia".

Cerca de 45.000 residências e instalações estão sem eletricidade na província de Kumamoto, de acordo com a operadora Kyushu Electric Power, que afirmou que os três reatores nucleares da região estavam operando normalmente.

Kumamoto foi afetada em 2016 por dois terremotos devastadores: o primeiro de 6,5 graus de magnitude, seguido, dois dias depois, por outro de 7,3 graus. Os tremores deixaram 273 mortes e mais de 2.800 feridos.

O Japão é um dos países mais expostos a terremotos no mundo por estar localizado na união de quatro grandes placas tectônicas ao longo da borda ocidental do "Círculo de Fogo" do Pacífico.

O arquipélago, que tem quase 125 milhões de habitantes, registra centenas de tremores todos os anos e representa cerca de 18% dos terremotos registrados em todo o mundo.

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