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Onda de calor castiga o leste dos EUA antes do feriado de 4 de julho

Published on July 3, 2026 at 00:15

Pessoas se refrescam do calor no Central Park, em Nova York, em 1º de julho de 2026
Pessoas tentam se refrescar durante visita ao "The Great American State Fair" durante uma onda de calor em Washington, em 1º de julho de 2026
Mulher passeia às margens do rio Potomac, em Washington DC, usando uma sombrinha, em 1º de julho de 2026
Pessoas se refrescam do calor no Central Park, em Nova York, em 1º de julho de 2026
Onda de calor castiga o leste dos EUA antes do feriado de 4 de julho

Milhões de americanos sofrem com um calor e uma umidade sufocantes nesta quinta-feira (2), enquanto as previsões alertam para temperaturas perigosas em áreas densamente povoadas durante o fim de semana de 4 de julho, feriado da Independência dos Estados Unidos.

A onda de calor que vem castigando o Meio-Oeste dos Estados Unidos começou a se intensificar no nordeste do país.

As previsões são de temperaturas acima dos 38ºC em Nova York, Filadélfia, Boston e Washington.

O Serviço Meteorológico Nacional alertou, por sua vez, que a sensação térmica pode chegar a 46°C na região do Médio-Atlântico.

O calor intenso desperta preocupação especial devido às festividades dos 250 anos de aniversário do país, que incluem várias atividades ao ar livre, como churrascos e shows de queima de fogos.

Esta onda de calor também coincide com uma série de jogos da Copa do Mundo prevista para o fim de semana.

"Este nível de calor incomum e prolongado, com pouco ou nenhum alívio durante a noite, afeta qualquer pessoa que não conte com sistemas de refrigeração eficazes ou uma hidratação adequada", advertiu o Serviço Meteorológico Nacional.

Perto da Casa Branca, ao meio-dia desta quinta-feira fazia um calor sufocante, com sensação térmica de 43ºC.

Refugiado debaixo de uma sombrinha, June Martin, um vendedor ambulante de 65 anos, trabalhava como podia.

"Há muitíssima umidade. É horrível", queixou-se à AFP com o rosto coberto de suor. "Se não for preciso ficar do lado de fora, não fiquem", insistiu. "Estou aqui porque tenho uma boa razão para estar aqui... É assim que eu pago as minhas contas".

Em Nova York, no Central Park pouco depois do meio-dia, o mercúrio atingiu 38°C, com sensação térmica de 41°C, algo inédito desde julho de 2012, segundo os serviços meteorológicos. Em outras áreas da cidade, chegou a 40°C, um recorde para um 2º de julho.

Mais ao norte, em Boston, foi registrado outro recorde diário, com 37°C.

O governo municipal habilitou centenas de edifícios públicos como centros de refrigeração, ampliou o horário de funcionamento das piscinas públicas, mobilizou voluntários para supervisionar os moradores vulneráveis e instalou estações de resfriamento equipadas com ventiladores de nebulização e toalhas úmidas.

- Preocupação com a rede elétrica -

A cidade de Chicago, no Meio-Oeste, também se preparava para uma possível sobrecarga da rede elétrica.

"Ajuste o termostato na temperatura mais alta que seja segura e confortável", instou a companhia elétrica ComEd aos seus usuários, enquanto pediu o adiamento do uso de máquinas de lavar roupas, lava-louças e carregadores de veículos elétricos até depois do anoitecer.

O prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, destacou nas redes sociais que a "rede elétrica está trabalhando no máximo para nos manter frescos".

Ele pediu, ainda, que os aparelhos de ar-condicionado sejam ajustados a 25°C, uma recomendação que - assim como aconteceu com muitos de seus antecessores que fizeram pedidos similares - lhe rendeu críticas nas redes sociais.

"Poderíamos estar diante da onda de calor mais extrema na cidade em mais de uma década", alertou o prefeito na quarta-feira.

"A rede elétrica de Nova York está sob forte pressão", indicou nesta quinta-feira no X a governadora do estado, Kathy Hochul, que pediu à população que economizasse energia.

As ondas de calor mais frequentes, duradouras e intensas são um dos sinais mais claros das mudanças climáticas.

Recentemente, a Europa também foi duramente afetada pela onda de calor.

Em todo o planeta, as temperaturas médias globais da superfície aumentaram aproximadamente 1,4ºC acima da média pré-industrial por causa das mudanças climáticas provocadas pelo ser humano, impulsionadas sobretudo pela queima de combustíveis fósseis.

Condições como o "domo de calor", registrado esta semana nos Estados Unidos, ocorrem quando os sistemas de alta pressão prendem o ar quente, como acontece com a tampa de uma panela.

A Copa do Mundo de futebol, organizada conjuntamente por Estados Unidos, México e Canadá, introduziu pela primeira vez pausas para hidratação obrigatórias de três minutos para os jogadores.

Toronto, onde está previsto que as temperaturas cheguem a 34°C nesta quinta-feira, cancelou um evento público para assistir à partida entre Portugal e Croácia por causa do calor e da umidade extremos.

mdo/sms/dg/mvl/mvv/aa/am

© Agence France-Presse

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