Jornal

'A vida é uma loucura': Argentina e Espanha contam as horas para a grande final

Published on Julho 19, 2026 at 04:48

Lionel Messi fala durante um evento com torcedores no Javits Center, em Nova York, em 17 de julho de 2026, a dois dias da final da Copa do Mundo contra a Espanha — JUAN MABROMATA / AFP
Os técnicos da Espanha e da Argentina, Luis de la Fuente (à direita) e Lionel Scaloni, se abraçam durante um evento com torcedores no Javits Center, em Nova York, em 17 de julho de 2026, dois dias antes da final da Copa do Mundo. — JUAN MABROMATA / AFP
Funcionários de imprensa deixam o centro de mídia após o adiamento de um treino da Argentina devido às condições climáticas em Morristown, Nova Jersey, em 18 de julho de 2026. — PATRICIA DE MELO MOREIRA / AFP
O atacante francês Kylian Mbappé e o defensor inglês Ezri Konsa disputam a bola durante a partida de disputa do terceiro lugar da Copa do Mundo, realizada em Miami, nos Estados Unidos, em 18 de julho de 2026. — CHANDAN KHANNA / AFP
Lionel Messi fala durante um evento com torcedores no Javits Center, em Nova York, em 17 de julho de 2026, a dois dias da final da Copa do Mundo contra a Espanha — JUAN MABROMATA / AFP
'A vida é uma loucura': Argentina e Espanha contam as horas para a grande final

"A vida é uma loucura", resumiu Lionel Messi, ao ser perguntado sobre a foto icônica em que aparece dando banho em um bebê chamado Lamine Yamal, contra quem ele jogará, duas décadas depois, neste domingo (19), na final da Copa do Mundo entre Argentina e Espanha.

Aconteceu em Manhattan, em um evento prévio ao encerramento da grande competição que coloca frente a frente a campeã mundial e sul-americana contra a europeia. 

Entre várias personalidades, estavam Novak Djokovic, Tom Brady e Kevin Durant. 

Além de Messi, participaram seu treinador Lionel Scaloni e o goleiro Dibu Martínez; Luis de la Fuente e o capitão Rodri pelo lado espanhol. 

Toda a expectativa estava nas palavras de Messi, que reinou no Mundial aos 39 anos, sobre seu sucessor no Barcelona, Lamine Yamal, recém-completados 19 anos, a quem ungiu sem saber quando ainda era um bebê.

"Que depois daquela foto estejamos os dois disputando a Copa do Mundo é tremendo", disse sobre o fenômeno espanhol, desejando que "no domingo ele não esteja em sua melhor versão, embora seja difícil". 

No coração de Nova York, uma maré argentina ocupará as arquibancadas do MetLife Stadium no domingo, a partir das 16h (horário de Brasília), com seus 80 mil lugares vendidas a preço de ouro.

"Somos da casa outra vez!", cantam em todos os lugares os torcedores da 'Albiceleste', enquanto agitam bandeiras com os rostos de Messi e Diego Maradona.

- Alguém nervoso? -

Aos 65 anos, o técnico da seleção espanhola, Luis de la Fuente, não se deixa impressionar, disposto a "desfrutar" de uma final inverossímil em sua modesta carreira de treinador até dois anos atrás. 

"Estou bastante nervoso porque voltamos [ao hotel] de helicóptero, isso realmente me deixa nervoso", comentou sobre a incursão feita em Manhattan para uma coletiva de imprensa com mais de 300 jornalistas. 

"Temos que ter mais vontade de ganhar do que medo de perder", acrescentou minutos antes seu capitão, Rodri, revelando à imprensa uma fala motivacional que fez aos companheiros antes de vencer a França (2 a 0) na semifinal. 

Pelo lado argentino, o goleiro Dibu Martínez disse que não sente "o peso da pressão" ao ser questionado sobre sua defesa milagrosa diante do atacante francês Kolo Muani, aos 48 minutos do segundo tempo da prorrogação da final de três anos e meio atrás, no Catar.

"Da Espanha me preocupa tudo", resumiu Scaloni. 

- Tempestades afetam últimas sessões de treino -

Grande motivo de preocupação nesta semana, a fumaça dos incêndios florestais no Canadá, que acinzentou Nova Jersey e a cidade de Nova York, deu uma trégua, com um céu cada vez mais azul e uma qualidade do ar em melhoria.

Mas outra convidada indesejada, a tempestade, atrapalhou os últimos treinos das seleções neste sábado: a atividade da Espanha foi cancelada devido ao mau tempo, enquanto a da Argentina sofreu um atraso de quase 50 minutos.

A presença de Donald Trump na tribuna e seu papel de protagonista na entrega do troféu é outro dos temas em discussão. 

O atacante espanhol Borja Iglesias, que se posicionou publicamente a favor das manifestações pró-palestinas e da igualdade de gênero, disse na sexta-feira que, em caso de vitória, espera que a saudação ao mandatário "passe rápido" e que "possa esquecê-lo".

- Inglaterra terceira -

Como aperitivo da final, foi disputado neste sábado a partida valendo o terceiro lugar, aquela que ninguém quer jogar, mas acabou sendo espetacular. A Inglaterra derrotou a França por 6 a 4, e Kylian Mbappé se tornou o maior artilheiro da história das Copas do Mundo. 

Apesar da decepção pela derrota por 2 a 1 para a Argentina na semifinal, quando um gol de Lautaro Martínez nos acréscimos garantiu a virada da 'Albiceleste', a seleção inglesa mostrou seu orgulho e entrou em campo com motivação renovada, indo para o intervalo com uma vantagem de 4 a 0.

Em sua última partida como técnico da França, Didier Deschamps fez quatro substituições no intervalo, e a equipe começou a engrenar, marcando três gols e criando várias chances de empatar o jogo. 

Mbappé marcou o primeiro e o terceiro, elevando sua marca em Copas do Mundo para 22, um a mais que Lionel Messi. Ele também ultrapassou o argentino na disputa pela Chuteira de Ouro da Copa de 2026: 10 gols para o francês contra 8 do argentino. 

Com o placar em 4 a 3, Saka deu um certo alívio à Inglaterra ao converter um pênalti na reta final, mas Ousmane Dembélé recolocou os 'Bleus' na disputa durante os acréscimos... até que Jude Bellingham garantiu a vitória com uma jogada individual brilhante no último lance da partida. 

É difícil imaginar que a final deste domingo tenha dez gols, mas o jogo em Miami serviu como aperitivo perfeito para a grande decisão.

pm/mcd/dam/raa/ma/jc/cb/aam

© Agence France-Presse

Latest stories