Ratko Mladic, ex-comandante militar dos sérvios da Bósnia, morre aos 84 anos
O ex-chefe militar dos sérvios da Bósnia e criminoso de guerra Ratko Mladic, condenado à prisão perpétua pela justiça internacional, morreu nesta quinta-feira (27) em um hospital penitenciário da ONU em Haia, informou a emissora estatal sérvia RTS.
Mladic, de 84 anos, foi apelidado de "açougueiro da Bósnia" por seu papel no massacre de Srebrenica em 1995, durante a guerra da Bósnia.
Mladic estava gravemente doente há meses e, em abril, sofreu um derrame cerebral, segundo sua família. Ele morreu poucos dias após a Justiça da ONU rejeitar o pedido de seus parentes e do governo sérvio para uma transferência a um hospital militar em Belgrado.
O ex-general comandou as forças sérvias da Bósnia durante a guerra de 1992-1995.
Ele foi condenado em 2017 à prisão perpétua pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) para a ex-Iugoslávia por genocídio, crimes de guerra e crimes contra a humanidade durante a guerra da Bósnia, que deixou quase 100.000 mortos. A sentença foi confirmada no julgamento da apelação em 2021.
Entre os crimes atribuídos a Mladic está o massacre de quase 8.000 homens e adolescentes bósnios muçulmanos, cometido pelas forças sérvio-bósnias em julho de 1995 em Srebrenica.
Mladic conseguiu fugir, mas foi detido na Sérvia em 2011, depois de passar 16 anos foragido. Alguns dirigentes sérvios ainda expressam admiração por ele.
Durante a guerra dos Bálcãs, ele foi o rosto militar do trio formado com o então presidente iugoslavo Slobodan Milosevic e o líder político dos sérvios da Bósnia, Radovan Karadzic.
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