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'Não me arrependo', diz Tuchel sobre postura da Inglaterra contra Argentina

Published on Julho 16, 2026 at 02:12

Thomas Tuchel durante a derrota da Inglaterra para a Argentina por 2 a 1 na semifinal da Copa do Mundo — Justin Setterfield
Thomas Tuchel durante a derrota da Inglaterra para a Argentina por 2 a 1 na semifinal da Copa do Mundo — Justin Setterfield
'Não me arrependo', diz Tuchel sobre postura da Inglaterra contra Argentina

O técnico da Inglaterra, o alemão Thomas Tuchel, assumiu a responsabilidade pela derrota por 2 a 1 para a Argentina na semifinal da Copa do Mundo, nesta quarta-feira (15), mas não se arrepende da estratégia defensiva que deu espaço para a virada da 'Albiceleste'.

"Não me arrependo", afirmou Tuchel ao ser questionado pela derrota depois de Antony Gordon abrir o placar para os ingleses no início do segundo tempo (55').

"Chegamos perto (...) Mas não conseguimos manter o nível depois de marcar", reconheceu o treinador.

Depois do gol de Gordon, a Inglaterra se fechou e ficou contra as cordas diante da Argentina, sem que Tuchel encontrasse uma saída a não ser mexer na equipe colocando três defensores do banco de reservas.

A pressão argentina terminou dando resultado com os gols de Enzo Fernández (85') e Lautaro Martínez (90'+2).

"É claro que queríamos buscar o segundo gol, mas não achei que substituições ofensivas ajudariam", afirmou o alemão. "Mantivemos o nosso 4-4-2, mas ficamos cada vez mais passivos. Não conseguíamos recuperar a bola, nem mantê-la. Por isso, não acho que tenha sido um problema estrutural".

"Não modificamos nada depois do gol, mas o jogo mudou completamente", observou.

"A Argentina passou a jogar assumindo mais riscos, com mais ritmo, talvez com a sensação de que não tinha mais nada a perder. Isso os deixou mais soltos e fez o nosso ritmo cair", disse Tuchel na entrevista coletiva pós-jogo.

"E, de repente, passamos a jogar com a sensação de que tínhamos muito a perder. Então, recuamos imediatamente para um bloco baixo... Foi difícil para nós. Não conseguíamos vencer nenhuma disputa, nem manter a posse de bola".

- "Aceito a crítica" - 

Mesmo antes de a Argentina empatar, as críticas começaram a crescer com a decisão de Tuchel de fechar a equipe na defesa.

Diante da imprensa, Tuchel respondeu com um "não" categórico ao ser perguntado se seu plano de jogo havia sido equivocado.

"Quando você perde, te criticam, é assim que funciona. Criticam depois. Ninguém sabe o que teria acontecido se tivéssemos tomado decisões diferentes. Portanto, não adianta ficar remoendo isso e perder a cabeça", argumentou o treinador.

"Sou responsável, eu tomei as decisões, por isso aceito as críticas", concluiu.

- "Não acredito em maldição" -

Com uma de suas melhores gerações de jogadores, a Inglaterra confiou o comando da seleção a Tuchel, visando encerrar um jejum de 60 anos desde a conquista de seu único título mundial, conquistado em casa.

Durante esse longo período de seca, os 'Three Lions' também acumularam decepções na Eurocopa, da qual foram finalistas nas edições mais recentes, em 2021 e 2024.

"Não acredito em maldição nem nada do tipo, nem que a história esteja se repetindo agora", disse o treinador alemão quando questionado se o problema da seleção inglesa é uma questão de mentalidade.

"É simplesmente uma questão de diferentes treinadores, jogadores, situações e adversários. Basicamente, acho que é uma questão de futebol", acrescentou Tuchel, que assumiu o cargo em outubro de 2024, substituindo Gareth Southgate.

Em entrevista, o alemão elogiou tanto o nível da Argentina quanto a dedicação de sua torcida.

"O apoio foi extraordinário. É claro que a sensação era quase a de jogar fora de casa. Mas nós sabíamos disso e estivemos à altura do desafio", observou.

"Foi um grande adversário. Tentamos eliminar os campeões mundiais, um grupo de jogadores experientes", disse Tuchel, antes de reconhecer que não será fácil enfrentar a França pelo terceiro lugar do Mundial, no próximo sábado.

"Nenhum desses jogadores, nenhum dos jogadores franceses, quer disputar este jogo. Eles querem jogar a final (...) Mas vamos fazer isso de maneira profissional, é claro", afirmou o treinador. "Nada do que for dito no vestiário pode apagar a dor nem a decepção".

gbv/ma/cb/aam

© Agence France-Presse

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