Gloria Steinem, ícone do feminismo e jornalista, morre aos 92 anos
A jornalista americana e figura emblemática do feminismo Gloria Steinem morreu aos 92 anos, informou sua fundação em um comunicado divulgado nesta quinta-feira (3).
"Gloria Steinem faleceu em paz em sua casa em Nova York, ao lado de algumas das muitas pessoas que a amavam", afirmou a Gloria's Foundation em um comunicado publicado no Instagram, sem revelar a causa da morte.
Steinem iniciou sua carreira jornalística no início da década de 1960, quando muitas mulheres ainda precisavam da permissão de seus maridos para abrir uma conta bancária.
Naquela época, ela escreveu uma reportagem investigativa sobre o machismo generalizado enfrentado pelas garçonetes que trabalhavam como coelhinhas no clube Playboy, em Nova York.
Seu despertar feminista ocorreu durante uma reunião em 1969, na qual mulheres falaram abertamente sobre suas experiências com o aborto.
"Isso deu sentido à minha própria experiência. Eu havia feito um aborto e não tinha contado a ninguém", escreveu posteriormente na New York Magazine.
Pouco a pouco, ela passou da escrita para a oratória e o debate público. Durante anos, viajou pelos Estados Unidos e pelo mundo, participando de conferências e protestos.
Na década de 1970, Steinem fundou a revista Ms. e o National Women's Political Caucus, e organizou a primeira Conferência Nacional de Mulheres em Houston.
"Os quase 100 anos de Gloria foram bem vividos e ela continuou trabalhando pela igualdade até o fim", declarou sua fundação.
"O maior dom de Gloria foi a capacidade de ouvir os outros, de fazê-los sentirem-se vistos e ouvidos. Gloria viveu fiel ao seu espírito independente, sempre com curiosidade e grande senso de humor", observou.
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