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Chefe de Governo da Alemanha acusa partido de extrema direita AfD de querer 'limpeza étnica'

Published on September 9, 2026 at 13:45

O chanceler alemão Friedrich Merz discursa no Bundestag, em 9 de setembro de 2026 — John MACDOUGALL / AFP
O chanceler alemão Friedrich Merz discursa no Bundestag, em 9 de setembro de 2026 — John MACDOUGALL / AFP

O chanceler alemão, Friedrich Merz, acusou o partido de extrema direita Alternativa para a Alemanha (AfD), nesta quarta-feira (9), de promover uma "limpeza étnica", durante uma acalorada sessão parlamentar após a recente vitória do partido em uma eleição regional. 

As eleições de domingo no estado da Saxônia-Anhalt representaram um grande revés para o partido de Merz, a conservadora União Democrata Cristã (CDU), que obteve 17% dos votos, em comparação com os quase 44% da AfD.

Uma das promessas mais controversas do partido, que afirma estar em negociações para formar seu primeiro governo regional, é uma campanha de "remigração e deportação" de imigrantes em situação irregular.

"A palavra 'remigração' nada mais é do que um sinônimo de limpeza étnica baseada em origem e cor da pele", disse Merz em um debate no Bundestag, a câmara baixa do Parlamento alemão.

Em um discurso interrompido diversas vezes por deputados do AfD, o chanceler também alertou que um possível êxodo de trabalhadores migrantes do país prejudicaria o funcionamento de muitos setores econômicos, como artesanato, centros de assistência e restaurantes.

Antes do pronunciamento do chefe de Governo alemão, a co-líder nacional do AfD, Alice Weidel, afirmou que a "imigração em massa" levou a um "aumento da criminalidade" e a um "aumento expressivo de crimes sexuais e atos de violência brutal".

As estatísticas criminais alemãs mostram uma sobrerrepresentação de estrangeiros em certos tipos de crimes, mas pesquisadores ressaltam que esses dados, por si só, não estabelecem uma relação causal direta entre imigração e criminalidade.

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