Anistia Internacional denuncia uso excessivo da força policial em protestos na Índia
A polícia da Índia fez um uso excessivo da força, inclusive com dispositivos de choque elétrico e munição não letal, durante os protestos liderados por jovens, que levaram à renúncia do ministro da Educação em julho, afirmou a Anistia Internacional (AI) nesta segunda-feira (noite de domingo, 23, no horário de Brasília).
O informe da organização contrasta com a versão da polícia de que só usou a força quando os manifestantes se tornaram violentos.
O relatório é publicado depois que a Suprema Corte da Índia instalou, na quinta-feira, uma comissão para investigar a violência da polícia e dos ativistas.
Os protestos em Nova Délhi, provocados pelo vazamento do exame nacional de admissão na carreira de medicina, se tornaram violentos em 20 de julho, quando milhares de manifestantes tentaram marchar até o Parlamento.
Segundo a AI, testemunhas e evidências visuais confirmaram o uso de "espingardas com balas de borracha, lançadores de gás lacrimogêneo, cassetetes e dispositivos de choque elétrico contra os manifestantes" em Nova Délhi e no estado de Bihar (leste).
A organização acrescentou que também verificou dois casos em que um agente policial "utilizou ilegalmente a força letal contra a multidão" no distrito de Siwan, em Bihar, mas sem causar mortes.
"As armas foram usadas de uma maneira que infringe o direito e as normas internacionais, assim como as diretrizes nacionais sobre a atuação policial", indicou.
A polícia de Nova Délhi declarou, na semana passada, perante a Suprema Corte que tinha empregado a força apenas depois que os manifestantes "recorreram à violência".
A instituição informou que elementos antissociais, "fazendo-se passar por estudantes ofendidos", causaram "lesões graves" às forças de segurança.
O líder da oposição, Rahul Gandhi, realizou, na sexta-feira, um ato em frente a uma delegacia policial em Nova Délhi, junto com um manifestante de 19 anos, que disse ter sido ferido por projéteis de borracha durante o protesto de 20 de julho.
As manifestações, lideradas pelo Partido Popular das Baratas, criado na internet, se tornaram um movimento mais amplo contra o desemprego, a falta de oportunidades para os jovens e o que os críticos apontam como o comando autoritário do primeiro-ministro indiano, Narendra Modi.
Latest stories
Asia Business Oil falls as Trump pledges economic war on Iran
Oil prices fell on Monday as investors braced for details of a US plan to isolate the Iranian economy that President Donald Trump billed as the "most...
Sports Gauff powers past Pegula to win US Open warm-up in Cincinnati
Coco Gauff made a statement Sunday with the US Open approaching, dominating Jessica Pegula 6-2, 6-4 to win her first title of 2026 at...
Digital World After Wildberries, Ukraine launches drone campaign on Russia's Ozon
Ukraine has struck warehouses belonging to Russian e-commerce giant Ozon on consecutive days, with the firm reporting another logistics site...