Europa enfrenta incêndios que já deixaram três mortos
A Europa enfrenta neste domingo (16) mais um dia difícil devido aos incêndios, que deixaram dois mortos na Grécia e um na Espanha. Estes são os principais acontecimentos das últimas horas:
A região de Aragão, no nordeste da Espanha, mobilizou neste domingo um dispositivo de combate a incêndios sem precedentes para enfrentar o fogo que começou na segunda-feira e se aproximou de dois mosteiros históricos de San Juan de la Peña.
Atiçadas pelo vento, as chamas se espalharam por 16.600 hectares e provocaram a evacuação de mais de mil pessoas.
Um militar da Unidade Militar de Emergências (UME) que participava das operações de combate ao incêndio morreu, informou o presidente regional, Jorge Azcón. Segundo a imprensa local, o veículo em que ele se deslocava teria capotado.
Horas antes, o governo regional havia informado que conseguiu “consolidar boa parte do perímetro” do incêndio durante a noite e que foi possível “avançar na contenção do fogo”.
Para conter as chamas, a França enviou um contingente de 100 bombeiros, que deveria se somar a uma força de mais de mil agentes, apoiada por entre 35 e 40 aeronaves, segundo as autoridades.
Este é "o maior emprego de recursos contra um incêndio na história de Aragão", afirmou Azcón.
Na província de Huelva, na Andaluzia, outro incêndio foi considerado estabilizado após dez dias e 38.000 hectares afetados, segundo a emissora pública Canal Sur. Mais de 400 moradores poderão voltar para casa.
Duas pessoas foram encontradas mortas na ilha de Salamina, perto de Atenas, onde dois incêndios começaram quase simultaneamente neste domingo e provocaram a retirada de centenas de pessoas, informaram os bombeiros.
"Dois corpos foram encontrados" perto da praia de Peristeria, no sul da ilha, afirmou à AFP um integrante das equipes de resgate.
Salamina é um destino popular entre os moradores de Atenas durante as férias e nos fins de semana.
Outro incêndio, que começou na tarde de sábado na ilha de Skyros, estava praticamente sob controle, segundo os bombeiros.
A ilha tem normalmente 3.000 habitantes, mas recebe muitos turistas gregos e estrangeiros durante o verão.
Na Bélgica, cerca de 3.000 hectares foram queimados em um parque natural no leste do país, em um dos piores incêndios de sua história.
Mais de 100 bombeiros tentam controlar desde sexta-feira as chamas em Hautes Fagnes. Nenhuma casa foi atingida, mas moradores de duas localidades foram retirados preventivamente.
Desde quinta-feira, cerca de 1.700 hectares foram queimados em uma floresta de pinheiros nas Landes, no sudoeste da França.
Neste domingo, "a situação evolui de maneira bastante favorável", segundo o prefeito Gilles Clavreul, graças à queda das temperaturas. Cerca de 550 bombeiros trabalham na região.
Nas Ardenas, cerca de 100 hectares foram queimados desde sábado, algo "sem precedentes na história recente" desse departamento do nordeste da França, segundo os bombeiros.
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