Aung San Suu Kyi, Nobel da Paz presa em Mianmar, reúne-se com delegado da Cruz Vermelha
A ex-dirigente birmanesa e Nobel da Paz Aung San Suu Kyi, detida após ser derrubada por um golpe de Estado militar em 2021, reuniu-se nesta segunda-feira (3) com o representante da Cruz Vermelha no país.
O golpe de Estado liderado pelo general Min Aung Hlaing contra a líder birmanesa eleita nas urnas mergulhou o país do Sudeste Asiático em uma guerra civil.
O chefe da junta tornou-se presidente em abril, após um processo eleitoral altamente controverso que parte da comunidade internacional considera uma manobra para prolongar o regime militar sob a aparência de um poder civil.
Aung San Suu Kyi foi condenada a uma pena de prisão, comutada pouco depois para prisão domiciliar, mas as autoridades não revelaram o local onde ela se encontra na capital, Naypyidaw, nem o número de anos que ainda lhe restam a cumprir.
O gabinete do presidente indicou que Arnaud de Baecque, chefe da delegação do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) em Mianmar, visitou a laureada com o Nobel na manhã desta segunda-feira. O CICV confirmou a reunião horas depois, sem fornecer detalhes.
A mensagem publicada no Telegram pela presidência birmanesa vem acompanhada de várias fotos. Em duas delas, vê-se Suu Kyi, de 81 anos, apertando a mão e conversando com Arnaud de Baecque.
Em outra, aparece cortando um bolo com a mensagem "Feliz aniversário, Tia Suu". A foto está datada de 19 de junho de 2026.
Seu filho, Kim Aris, de nacionalidade britânica, reagiu no Facebook. Trata-se da "primeira evolução positiva" em mais de cinco anos, afirmou. "É um primeiro passo importante, mas não deve ser o último", acrescentou.
"Espero que leve a um melhor acesso humanitário, a um contato direto com minha mãe, a informações credíveis e verificadas de forma independente sobre seu estado de saúde e, em última instância, à sua libertação imediata e incondicional".
O analista independente David Mathieson considera que os militares usam Suu Kyi "como moeda de troca".
Suu Kyi foi inicialmente condenada a mais de 30 anos de prisão por diversas acusações, que vão de corrupção à violação das normas estabelecidas contra a pandemia de covid-19. Seus defensores afirmam que são pretextos para afastá-la da vida pública e política.
Latest stories
Health Sandoz strikes US settlements to resolve generic drug price dispute
Swiss pharmaceutical group Sandoz on Monday announced two amicable settlements in the United States, totalling $478.5 million, to resolve a long-running dispute...
Asia Business Oil slides, stocks rise on hopes of deal to end Mideast war
Oil prices tumbled Monday and stocks mostly rose after US President Donald Trump said he was preparing for new talks with Iran aimed at ending...
Middle East Israel conveys 'concerns' to US on Gaza plan, keeps up strikes on territory
Israel said on Monday it had expressed concern to the United States about a plan to end the Gaza war hailed by President Donald Trump, as it kept...