Juízas da Suprema Corte pedem ao Congresso americano mais verbas para segurança
Duas juízas da Suprema Corte dos Estados Unidos compareceram ao Congresso nesta terça-feira (14) para solicitar fundos destinados a proteger magistrados e suas famílias, uma visita incomum após um período de sessões marcado por decisões polêmicas.
As juízas Amy Coney Barrett e Elena Kagan iniciaram uma série de audiências perante os comitês da Câmara dos Representantes e do Senado que controlam os gastos federais, a primeira aparição de membros em exercício da Suprema Corte do país desde 2019.
O tema formal é o orçamento do tribunal, que inclui milhões de dólares adicionais para segurança após o aumento de ameaças contra juízes e uma série de incidentes alarmantes que afetaram membros da Suprema Corte.
A mais alta instância do país emitiu importantes decisões sobre a agenda do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Considerou inconstitucional sua tentativa de acabar com o direito à cidadania por nascimento, enquanto decidiu a seu favor em outros temas migratórios.
O mandatário americano elogiou o tribunal de maioria conservadora quando este decidiu a seu favor, inclusive no quesito imunidade presidencial, mas criticou duramente os juízes e magistrados que emitiram sentenças contra ele.
Grupos de esquerda do país também expressaram insatisfação com essa maioria conservadora.
Em junho de 2022, uma mulher viajou da Califórnia a Washington para tentar assassinar o juiz Brett Kavanaugh, mas desistiu quando viu a presença policial na rua onde o juiz e sua família moram.
Ela havia manifestado sua oposição à decisão que anulou o direito ao aborto em nível federal, e foi condenada a oito anos de prisão.
"Para alguns de nós, estas ameaças têm estado muito próximas, e todos vivemos com a certeza de que podem voltar a se materializar", disse Kagan, de linha liberal, aos congressistas.
Barrett, indicada por Trump em 2020, explicou, por sua vez, que a polícia lhe forneceu um colete à prova de balas, que ela guarda em sua casa.
"Não esperava que, para assumir o cargo, tivesse que explicar aos meus filhos o que era um colete à prova de balas e por que teria que usar um", afirmou.
Ambas são consideradas duas das vozes mais moderadas do tribunal, uma combinação que pode ajudar o Judiciário a apresentar seu pedido como institucional e não ideológico.
O Judiciário solicita quase 921 milhões de dólares (4,7 bilhões de reais, na cotação atual) para segurança, incluindo um aumento de verbas para a proteção em tribunais federais e quase 15 milhões de dólares (77 milhões de reais) para ampliar a proteção do corpo policial, sobretudo dedicado à Suprema Corte para os magistrados e suas famílias, inclusive em suas residências.
O pedido ocorre após um aumento de 57% das ameaças graves ou incidentes de segurança que afetaram juízes no ano passado, segundo dados do Serviço de Oficiais de Justiça dos Estados Unidos citados pela imprensa americana.
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© Agence France-Presse
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