Supertufão Bavi provoca 'grandes danos' em passagem por ilhas americanas
O supertufão Bavi, com força equivalente a um furacão de categoria 5, atingiu nesta segunda-feira (6) os territórios americanos das Ilhas Marianas do Norte e Guam, no Pacífico, onde as autoridades receberam informações de "grandes danos".
O Serviço Nacional de Meteorologia (NWS) dos Estados Unidos indicou que toda a ilha de Rota, a mais meridional das Marianas do Norte, estava no olho do tufão, que se afastava "muito lentamente" em direção ao oeste.
Mas o conjunto de ilhas, localizado a 9.600 quilômetros ao oeste do território continental dos Estados Unidos, ainda enfrentava, ao meio-dia, ventos intensos e chuvas fortes que obrigaram os moradores a permanecer em suas casas.
Quando o fenômeno tocou o solo na manhã de segunda-feira, o NWS recomendou que os 1.500 habitantes de Rota "seguissem imediatamente para dentro das residências ou para um abrigo".
As autoridades de Rota, a menos de 80 quilômetros ao norte de Guam, receberam relatos de "grandes danos", que não conseguiram quantificar devido às dificuldades de comunicação.
"Estamos aguentando. Estamos enfrentando fortes ventos e inundações aqui", disse Lou Rosario, porta-voz do centro operacional da Prefeitura de Rota.
"Algumas pessoas reportaram grandes danos", acrescentou.
Segundo Rosario, os serviços de telefonia celular caíram após o desabamento de uma torre de transmissão.
O supertufão chegou a registrar rajadas de até 350 km/h, segundo o Centro Conjunto de Alerta de Tufões, no Havaí.
A ilha de Tinian, o norte de Guam e o sul de Saipan sofreram ventos equivalentes aos de um furacão de categoria um.
O ciclone provocou ventos extremamente fortes e chuva torrencial em outras partes das Ilhas Marianas do Norte e de Guam, outro território americano próximo. No total, ambos abrigam cerca de 210.000 pessoas.
As autoridades de Guam alertaram que a ilha poderia receber entre 20 e 30 centímetros de chuva, com possíveis inundações.
Este grupo de ilhas já tinha sido impactado em abril por outro supertufão, Sinlaku, que causou uma devastação generalizada, arrancando tetos, derrubando árvores e deixando dezenas de milhares de pessoas sem acesso à energia elétrica.
Em 2023, outro ciclone, Mawar, o maior em décadas, provocou enormes danos.
Antes, o NWS tinha assinalado que um impacto direto sobre Rota tornaria a maior parte da ilha "inabitável durante semanas, talvez mais tempo. Muitas casas que não são de concreto, nem reforçadas, serão destruídas, com a perda do teto e o colapso das paredes".
"Quase todas as árvores serão partidas ou arrancadas pela raiz e os postes de eletricidade vão cair. As árvores e os postes caídos vão isolar as áreas residenciais. Os cortes de energia vão durar semanas e possivelmente meses", acrescentou.
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© Agence France-Presse
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