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EUA concede vistos para delegação do Irã participar da Assembleia Geral da ONU

Published on Setembro 17, 2026 at 21:44

Assebleia Geral da ONU — CHARLY TRIBALLEAU / AFP
Assebleia Geral da ONU — CHARLY TRIBALLEAU / AFP

Os Estados Unidos permitirão que uma delegação iraniana participe, na próxima semana, da Assembleia Geral das Nações Unidas em Nova York, disse, nesta quinta-feira (17), um porta-voz do Departamento de Estado, apesar da guerra entre os dois países, que entrou no sétimo mês. 

"Em conformidade com nossas obrigações como país anfitrião, a delegação central do regime iraniano poderá assistir à Semana de Alto Nível da Assembleia Geral da ONU", disse o porta-voz.

Uma fonte familiarizada com o assunto confirmou que a decisão incluiria o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian.

A fonte advertiu que a delegação será menor que a do ano passado e enfrentará restrições de viagem e proibições para a compra de bens de luxo e outros produtos.

No fim de fevereiro, ataques de Estados Unidos e Israel contra o Irã deram início a uma guerra que se espalhou por todo o Oriente Médio e entrou no sétimo mês.

Teerã respondeu anunciando um bloqueio do Estreito de Ormuz, via marítima crucial para o trânsito de hidrocarbonetos, o que fez os preços mundiais do petróleo dispararem.

Nas últimas semanas, houve nova retomada dos combates entre Estados Unidos e Irã, enquanto o tráfego marítimo segue restrito em Ormuz e no Estreito de Bab el Mandeb, em frente ao Iêmen, que os combatentes houthis pró-iranianos, confrontados com o governo, garantem ter tomado.

Por outro lado, os Estados Unidos negaram pelo segundo ano consecutivo o visto de entrada para o presidente palestino, Mahmoud Abbas, participar da Assembleia Geral da ONU, confirmou uma fonte a par da decisão na quarta-feira.

No ano passado, a medida adotada pelo governo do presidente americano, Donald Trump, obrigou o líder palestino, cuja presença era habitual na Assembleia Geral da ONU, a se dirigir ao conjunto dos líderes mundiais por videoconferência.

Em uma nota que não mencionou Abbas pelo nome, o Departamento de Estado disse que negaria vistos para membros da Organização para a Libertação da Palestina e funcionários da Autoridade Palestina.

Segundo o comunicado, isto se devia à "sua falta de reformas, contra seus compromissos com os Estados Unidos, e suas atividades contínuas que minam as perspectivas de paz".

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