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Enclaves espanhóis de Ceuta e Melilla, plataformas que atraem imigração irregular para a Europa

Published on Julio 31, 2026 at 16:25

Migrantes sentados nas pedras após nadarem pelas águas próximas à fronteira com o Marrocos para entrar no enclave espanhol de Ceuta, no norte da África, em 31 de julho de 2026 — JORGE GUERRERO / AFP
Migrantes sentados nas pedras após nadarem pelas águas próximas à fronteira com o Marrocos para entrar no enclave espanhol de Ceuta, no norte da África, em 31 de julho de 2026 — JORGE GUERRERO / AFP

Os enclaves espanhóis de Ceuta e Melilla, ambos no norte da África, que constituem as únicas fronteiras terrestres entre a União Europeia e o continente africano, são plataformas que atraem a imigração irregular para a Europa continental.

Ceuta, uma antiga colônia romana com uma população de 84 mil habitantes, tem cerca de 18 km² e fica bem do outro lado do Estreito de Gibraltar.

Foi capturada pelos árabes e pelos portugueses, e está sob soberania espanhola desde 1640.

Melilla, que tem cerca de 200 km², está situada no extremo oriental da costa mediterrânea do Marrocos e está sob controle espanhol desde 1497.

Tem uma população diversa de aproximadamente 87 mil habitantes, dos quais cerca da metade são muçulmanos, e milhares de marroquinos vão até lá para trabalhar e fazer compras todos os dias.

Os dois territórios estão protegidos por cercas reforçadas com arame farpado, câmeras de vídeo e torres de vigilância. No passado, migrantes morreram ou ficaram feridos tentando atravessar as barreiras.

Ambos os enclaves foram conquistados como parte de uma estratégia dos reis católicos de estabelecer postos avançados da cristandade no continente africano após a expulsão de mouros e judeus da Espanha, em 1492.

Reivindicadas por Marrocos, as duas cidades têm sido, há muito tempo, um ponto de conflito nas relações diplomáticas entre a Espanha e o país africano, com Madri insistindo que ambas são partes integrais do território espanhol.

Ambas as cidades portuárias se desenvolveram como centros militares e comerciais que ligam a África com a Europa, e desde a década de 1990 desfrutam de status similar ao de outras zonas autônomas, como o País Basco e a Catalunha.

Cidades portuárias com um comércio próspero com a África, os dois enclaves são rotulados como "presídios coloniais" por parte do Marrocos, que os considera parte integral de seu território.

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