Milei proíbe entrada de estrangeiros que expressarem mensagens de ódio contra a Argentina
O presidente argentino, Javier Milei, alterou por decreto a Lei de Imigração para proibir a entrada de estrangeiros que expressem discurso de ódio contra o país sul-americano, segundo o texto publicado na noite de quarta-feira (29), que será enviado ao Congresso.
A nova norma também prevê a expulsão e o cancelamento da residência de estrangeiros que se envolverem nessas condutas. A medida já está em vigor, embora o Congresso ainda não tenha se pronunciado sobre sua validade.
A Argentina enfrenta uma crise diplomática com o Brasil após Milei participar da convenção do Partido Liberal em São Paulo, onde se referiu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva como "ladrão" e "presidiário".
Segundo o decreto presidencial, as medidas se aplicam àqueles que forem considerados culpados de "proferir discurso de ódio oralmente ou por escrito, ou incitar violência contra o povo argentino como um todo, ou contra qualquer cidadão argentino, motivado por sua nacionalidade".
"Ter cometido ou participado de atos de profanação de símbolos nacionais; ou ter incitado outros a cometer qualquer um dos atos previstos nesta seção", acrescenta o texto.
A Argentina é um país historicamente aberto à imigração, que garante igualdade de direitos em saúde, educação e moradia para seus residentes, assim como os direitos civis garantidos pela Constituição.
O presidente de direita decidiu pela medida depois de denunciar, dias antes, a existência de uma suposta "campanha anti-Argentina", para a qual não apresentou provas, mas que, segundo ele, é financiada pelos governos do Brasil e do México e pelo Partido Democrata dos Estados Unidos, em aparente referência às críticas que viralizaram nas redes sociais à margem da Copa do Mundo.
O decreto é uma resposta "às recentes demonstrações de hostilidade contra a República Argentina e os argentinos (...) Qualquer pessoa que ataque a República Argentina não é bem-vinda em nosso país", afirmou um comunicado da Presidência.
O possível cancelamento da residência "implica em ordem de saída do país dentro de um prazo determinado ou expulsão do território nacional, levando-se em consideração as circunstâncias fáticas e pessoais do indivíduo".
O decreto esclarece que "em hipótese alguma" essas penalidades podem ser aplicadas a "manifestações de dissidência ideológica ou críticas políticas, acadêmicas ou cívicas que constituam exercício legítimo de direitos constitucionalmente garantidos".
Latest stories
Montevideo Djokovic anuncia su regreso en el Masters 1000 de Cincinnati
El tenista serbio Novak Djokovic, exnúmero 1 del mundo, anunció el jueves que volvera a las pistas durante el Masters 1000 de Cincinnati (13-23 de agosto) poco más de un mes...
Montevideo La FIFA comunica al Barça una denuncia del Atlético por Julián Álvarez
La FIFA ha trasladado al Barcelona la denuncia interpuesta por el Atlético de Madrid por los supuestos contactos del club azulgrana con...
Montevideo Brasil anuncia amistoso ante India el 3 de octubre
Brasil, que asume una reconstrucción tras el fracaso del Mundial 2026, jugará un partido amistoso contra India el próximo 3 de octubre en Calcuta, informó este jueves...