Cinco fatos sobre os eclipses solares
Estes são cinco aspectos sobre o eclipse solar desta quarta-feira (12), que será total em parte da Espanha:
Um eclipse solar ocorre quando "a Lua se interpõe exatamente entre a Terra e o Sol, projetando sua sombra sobre uma faixa estreita da superfície terrestre", explica a Associação Francesa de Astronomia (AFA).
"Por uma coincidência notável - um dos equilíbrios mais singulares do Sistema Solar -, a Lua, apesar de ser 400 vezes menor que o Sol, está também 400 vezes mais perto: seus diâmetros aparentes são idênticos", acrescenta a AFA.
Durante vários minutos, "a luz do dia se desvanece, revelando a coroa solar", ressalta a associação.
O eclipse total deste 12 de agosto de 2026 começará na Rússia, atravessará o Hemisfério Norte e passará ao sul da Groenlândia, antes de cruzar o oceano Atlântico e chegar à Europa.
Este eclipse será total, sobretudo em uma faixa que atravessa a Espanha, de Oviedo a Palma de Mallorca, passando por Burgos. Fora dessa faixa, o eclipse será parcial, incluindo a vizinha França.
Na cidade espanhola de Burgos, por exemplo, a duração do eclipse total - o momento em que o Sol estará completamente oculto — será de 1 minuto e 48 segundos.
Mas o fenômeno como um todo será muito mais longo, de cerca de duas horas, visto que começará com um eclipse parcial, seguido pela fase total e, depois, voltará ao aspecto parcial.
Em Burgos, o fenômeno completo durará 1 hora e 48 minutos.
Entre um e dois eclipses solares são registrados por ano. "Mas a sombra projetada da Lua só entra em contato com a Terra em uma faixa de alguns poucos quilômetros", recorda a AFA.
Assim, para que um eclipse solar total volte a ser visível a partir de um mesmo local, é preciso esperar cerca de 400 anos. No entanto, outros dois eclipses solares serão visíveis em outras regiões da Espanha nos próximos dois anos: no extremo sul em 2 de agosto de 2027 e, depois, em boa parte do sul do país em 26 de janeiro de 2028.
Para observá-lo, é preciso utilizar lentes que cumpram a norma 12312-2:2015, que protegem as retinas ao filtrar 100% dos raios ultravioleta (UV).
"Não é o eclipse que é perigoso, e sim o fato de olhar diretamente para o Sol sem proteção. A pessoa pode fazer um buraco negro na retina sem perceber, e isso é irreversível", explica a AFA.
As retinas não possuem receptores de dor e os problemas de visão podem aparecer mais tarde.
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