Jornal

EUA prossegue com bombardeios no Irã e pretende restabelecer bloqueio naval

Published on Juli 14, 2026 at 13:34

O presidente Donald Trump fala com a imprensa na Sala Oval da Casa Branca, em 13 de julho de 2026
O presidente Donald Trump fala com a imprensa na Sala Oval da Casa Branca, em 13 de julho de 2026
EUA prossegue com bombardeios no Irã e pretende restabelecer bloqueio naval

Os Estados Unidos lançaram novos bombardeios nesta terça-feira (14) contra o Irã e anunciaram o restabelecimento do bloqueio naval aos portos da República Islâmica, o que levou Teerã a responder com ataques contra países da região.

A retomada dos ataques, os mais intensos desde o cessar-fogo de abril, coloca em risco o frágil protocolo de acordo assinado em 17 de junho, embora o presidente americano, Donald Trump, tenha afirmado que um acordo continua sendo "possível". 

Com o aumento da tensão, o preço do barril de petróleo do tipo Brent subia 4,4%, a 86,95 dólares, às 10h40 GMT (7h40 de Brasília). O West Texas Intermediate (WTI) avançava 3,3%, a 80,71 dólares.

Durante uma missão de cinco horas, as forças americanas bombardearam "alvos militares" em várias cidades portuárias do sul do Irã, como Bushehr e Bandar Abbas, anunciou o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom).

"Vamos atingi-los com força esta noite, e vamos atingi-los com força amanhã", declarou Trump na segunda-feira. Na semana passada, ele enviou uma notificação oficial ao Congresso sobre a retomada do conflito, iniciado em 28 de fevereiro com os ataques de Israel e dos Estados Unidos.

Segundo a agência iraniana Fars, um prédio de uma agência ambiental na região de Hormozgan (sul) foi alvo de um ataque que matou a família de um guarda florestal. A televisão estatal informou ainda sobre cinco explosões nas proximidades do Estreito de Ormuz. 

Vinte e oito pessoas morreram desde que as hostilidades foram retomadas na quarta-feira da semana passada, segundo um balanço da AFP baseado nas informações divulgadas pela imprensa iraniana e por fontes oficiais.

- Ataques contra Jordânia e Bahrein -

"Está claro que não é bom ver seu país em guerra", declarou Hossein, um vendedor de 43 anos, em Teerã. "Mas vamos nos defender como fizemos no passado".

A Guarda Revolucionária, o exército ideológico do Irã, reivindicou na terça-feira uma operação no Bahrein, incluindo um ataque contra um prédio residencial das forças americanas na base de Juffair. Também anunciou um ataque na Jordânia contra "instalações-chave e as forças americanas em uma base aérea", segundo um comunicado citado pela agência Tasnim. Amã anunciou a interceptação de quatro mísseis.

Os Emirados Árabes Unidos, aliados de Washington no Golfo, informaram que o Irã atacou dois de seus petroleiros no Estreito de Ormuz. Um tripulante morreu. A agência marítima britânica UKMTO relatou um ataque, mas não explicou se era a mesma ação.

Apesar das hostilidades, Trump afirmou na segunda-feira que um acordo com o Irã ainda era "possível". A diplomacia de Teerã informou que mantém contato com os mediadores.

 

- Bloqueio dos portos iranianos -

Em uma tentativa de pressionar o Irã, o presidente dos Estados Unidos anunciou o restabelecimento do bloqueio aos portos iranianos, que entrará em vigor nesta terça-feira às 20h00 GMT (17h00 de Brasília), segundo o Exército americano.

Durante o bloqueio anterior, iniciado em abril como represália pelo fechamento do Estreito de Ormuz por parte de Teerã, o Irã não conseguiu exportar petróleo, segundo seu principal negociador, Mohammad Bagher Ghalibaf.

A operação "teve um papel decisivo na assinatura do memorando de entendimento", considerou o Instituto para o Estudo da Guerra (ISW) em um relatório.

Assim como Teerã deseja estabelecer uma cobrança de pedágio, Donald Trump quer receber, em troca da proteção do estreito, "uma remuneração equivalente a 20% do valor das cargas" em Ormuz, o que contraria o direito internacional, que supostamente deve garantir a liberdade de navegação.

O ministro iraniano das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, ironizou a ameaça de pedágio de Trump: "O presidente dos Estados Unidos está absolutamente certo. Quem garante a passagem segura de navios comerciais pelo Estreito de Ormuz deve ser compensado por este serviço. O Irã sempre foi o GUARDIÃO do Estreito e assim permanecerá PARA SEMPRE. Vinte por cento é, claro, demais. Seremos justos", escreveu nas redes sociais.

A China pediu às partes que restabeleçam a passagem normal e segura pelo estreito.

Por sua vez, Israel não participou até o momento dos ataques contra o Irã e sua frente de batalha com o Líbano vive um momento de calma após as hostilidades dos últimos meses.

Nesta terça-feira, estão previstas novas negociações entre Líbano e Israel em Roma, com mediação dos Estados Unidos, um processo rejeitado pelo movimento pró-iraniano Hezbollah.

 

burx-cgo/anb/avl/fp/aa

© Agence France-Presse

Latest stories

Weltgeschehen Präsidentin Sheinbaum: Zahl der Tötungsdelikte in Mexiko in zwei Jahren halbiert

Die Zahl der Tötungsdelikte in Mexiko ist nach Angaben der mexikanischen Präsidentin Claudia Sheinbaum seit September 2024 um fast die Hälfte zurückgegangen. "Zwischen September 2024 und Juni 2026 beträgt der Rückgang der vorsätzlichen Tötungsdelikte 48 Prozent", sagte Sheinbaum am Dienstag bei ihrer täglichen Pressekonferenz in Mexiko-Stadt. "An jedem Tag im Monat...

14 Juli 2026 — vor 4 minutes