Netanyahu insta EUA a não vender aviões de combate F-35 à Turquia
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, pediu, nesta segunda-feira (6), para os Estados Unidos venderem aviões de combate F-35 para a Turquia, onde é esperada a chegada do presidente americano, Donald Trump, para uma cúpula da Otan.
Netanyahu citou recentes ataques verbais de autoridades turcas contra Israel, incluindo o chanceler Hakan Fidan, que em uma entrevista à CNN Turquia na semana passada disse que Israel é "o problema do mundo" e acrescentou que "se tornaram uma carga que a humanidade já não pode suportar".
"Não acho que devemos fornecer a eles F-35, nem os motores para seus aviões de combate, porque isso alteraria o equilíbrio das forças no Oriente Médio", disse Netanyahu em entrevista à Fox News nesta segunda-feira.
Segundo o premiê, Fidan disse que Israel não tem lugar dentro da humanidade, "basicamente que deve ser eliminado".
Em 2019, Washington excluiu Ancara do programa dos F-35 após a aquisição pelos turcos do sistema russo de defesa antimísseis S-400 em 2017.
Quando questionado em junho sobre um possível acesso da Turquia aos F-35, Trump respondeu que em breve deixaria o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, "muito feliz".
No entanto, uma decisão deste tipo requer o aval do Congresso, como recordou o vice-presidente americano, JD Vance, que se encontrava ao lado de Trump no Salão Oval.
Netanyahu também insistiu que é um aliado próximo de Trump, apesar das recentes tensões entre os dois pela guerra contra o Irã.
"Somos os melhores aliados", disse o líder israelense. "Minha relação com o presidente está bem".
O F-35 de Lockheed Martin, o avião de combate americano mais sofisticado, foi desenvolvido pelos Estados Unidos em parceria com outros países da Otan, da qual a Turquia é membro, no âmbito de um programa chamado Joint Strike Fighter (JSF).
A cúpula da Otan, que ocorre na terça-feira (7) e na quarta-feira (8), em Ancara, reunirá os dirigentes dos 32 Estados-membros da Aliança Atlântica.
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© Agence France-Presse
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