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Colômbia nega ter recusado ajuda pós-terremoto por motivos ideológicos

Published on Agosto 13, 2026 at 01:13

Uma pessoa é retirada dos escombros de uma casa que desabou por causa do terremoto em Pereira, na Colômbia, 11 de agosto de 2026 — Luis Acosta / AFP
Uma pessoa é retirada dos escombros de uma casa que desabou por causa do terremoto em Pereira, na Colômbia, 11 de agosto de 2026 — Luis Acosta / AFP

O governo de extrema direita da Colômbia negou nesta quarta-feira (12) rumores sobre uma suposta recusa, por "considerações ideológicas", de ajuda às vítimas do terremoto que atingiu o país dois dias atrás.

A emergência representa um teste inicial para o presidente Abelardo de la Espriella, que assumiu o cargo há seis dias. Segundo a oposição e veículos internacionais, o governo estava aceitando contribuições apenas de governos alinhados à sua ideologia política, o que a chancelaria colombiana negou.

Segundo o ministro Omar Bula, está sendo aceita ajuda do governo esquerdista do México e de El Salvador, República Tcheca, Alemanha, Luxemburgo, Espanha, Portugal, Catar, Israel, Índia e Chile. "Não excluímos nenhum país."

Em relação ao envio de equipes de resgate, a Colômbia aceitou apenas a participação dos governos direitistas de Estados Unidos, El Salvador, Equador e Israel, informou David Tamayo, diretor da Unidade Nacional para a Gestão do Risco de Desastres (UNGRD). "Só aceitaremos apoio desses países, que podem nos garantir grupos de busca e resgate reconhecidos pelo sistema internacional", explicou.

Uma equipe de voluntários mexicanos, que não faz parte de uma delegação oficial do governo, pediu união. "Imploro a eles, vamos trabalhar juntos e tentar resgatar nossos irmãos soterrados", disse à AFP Héctor Méndez, 80, presidente da Topos Azteca, que participava dos trabalhos de resgate em Cali. "Se tentarmos politizar isso, estamos mal."

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