Últimos acontecimentos da guerra no Oriente Médio
Estes são os últimos acontecimentos da guerra no Oriente Médio após a retomada das hostilidades, em 7 de julho, entre Estados Unidos e Irã:
A agência iraniana de notícias Tasnim informou sobre um ataque dos Estados Unidos contra a ilha de Larak, localizada no Estreito de Ormuz.
"Às 14h48 no horário local (7h48 no horário de Brasília), a ilha de Larak (sul) foi alvo de um míssil americano. Segundo moradores da região, uma forte explosão foi ouvida nas proximidades da ilha", informou a agência.
As sirenes de alerta soaram no Bahrein, informou o Ministério do Interior do reino, onde um correspondente da AFP ouviu uma explosão.
O Irã voltou a negar a existência de um complexo nuclear subterrâneo secreto na montanha Kolang, localizada no centro do país, que o presidente americano Donald Trump ameaçou atacar.
"As atividades nucleares do Irã foram integralmente declaradas à AIEA", a Agência Internacional de Energia Atômica, insistiu o porta-voz da diplomacia iraniana, Esmaeil Baqaei, na rede X. Na terça-feira (21), Trump afirmou que o Exército americano atacaria "essa área provavelmente muito em breve", em referência a Kolang.
A Itália sediará em 4 de agosto uma nova rodada de negociações entre Líbano e Israel, anunciou o ministro das Relações Exteriores, Antonio Tajani. Será a segunda em menos de um mês, após a rodada realizada em meados de julho, em Roma.
O Paquistão declarou nesta quarta-feira estar "profundamente preocupado" com as tentativas de envolver a Arábia Saudita na guerra no Oriente Médio e condenou as ameaças lançadas pelos rebeldes houthis do Iêmen contra o reino e contra a navegação no mar Vermelho.
"O Paquistão está (...) profundamente preocupado com as tentativas de arrastar a Arábia Saudita para o conflito no Oriente Médio e reitera seu apoio inabalável à segurança, à soberania, à integridade territorial e à prosperidade do irmão Reino da Arábia Saudita", declarou o Ministério das Relações Exteriores paquistanês.
Os preços do petróleo registravam forte alta, com o barril de Brent acima de 95 dólares pela primeira vez em quase seis semanas.
O Exército jordaniano anunciou ter interceptado quatro mísseis lançados do Irã e informou que outros dois caíram em áreas desabitadas.
"Os sistemas de defesa antiaérea detectaram hoje (quarta-feira) seis mísseis procedentes do território iraniano", afirmou o Exército em comunicado.
A corporação acrescentou que os dois mísseis não interceptados não provocaram vítimas nem danos materiais.
O Líbano trabalha por uma "retirada total de Israel", afirmou o primeiro-ministro Nawaf Salam, em Zawtar al-Gharbiya, localidade do sul do país onde o Exército libanês iniciou sua mobilização no dia anterior em cumprimento a um acordo com Israel.
A declaração foi feita um dia após o encontro entre o presidente libanês, Joseph Aoun, e o presidente americano, Donald Trump, na Casa Branca, quando Aoun insistiu na necessidade de uma "retirada completa" de Israel para avançar na implementação do acordo firmado no mês passado sob mediação dos Estados Unidos.
Os Estados Unidos pretendem anunciar nesta quarta-feira um acordo com a Arábia Saudita que permitiria ao reino desenvolver um programa nuclear civil, segundo a imprensa americana, enquanto os houthis, apoiados por Teerã, anunciaram um bloqueio marítimo contra a Arábia Saudita.
Uma cláusula do acordo, com duração prevista de 30 anos, estabelece que empresas americanas construam um complexo de enriquecimento de urânio na Arábia Saudita caso um estudo conjunto conclua que isso é justificável, segundo o The Wall Street Journal.
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