Fifa retira suspensão de Balogun, que poderá jogar pelos EUA nas oitavas da Copa
O atacante Folarin Balogun, destaque da seleção dos Estados Unidos na Copa do Mundo, poderá jogar as oitavas de final contra a Bélgica depois que a Fifa retirou neste domingo (5) sua suspensão pelo cartão vermelho recebido na rodada anterior, decisão aplaudida pelo presidente Donald Trump.
"Obrigado à Fifa por fazer o certo e reverter uma grande injustiça", escreveu Trump em sua plataforma Truth Social pouco depois do anúncio da decisão do Comitê Disciplinar da entidade máxima do futebol.
Pouco depois, a federação belga (RBFA) expressou sua "surpresa" com a decisão, que "contradiz diretamente as disposições do regulamento da competição".
A RBFA, que pode recorrer da decisão, ressaltou que o "Código Disciplinar da Fifa afirma expressamente que um cartão vermelho implica automaticamente uma suspensão para o próximo jogo da equipe, tal como aconteceu com todos os cartões vermelhos mostrados anteriormente durante esta Copa do Mundo".
Balogun, artilheiro da seleção americana com três gols, foi expulso durante a vitória sobre a Bósnia e Herzegovina por 2 a 0 na fase de 16-avos de final, na última quarta-feira.
O atacante do Monaco estava sendo o destaque da partida em Santa Clara, na Califórnia, após abrir o placar aos 45 minutos.
No entanto, Balogun recebeu um cartão vermelho direto no segundo tempo (64'), após pisar no tornozelo do zagueiro bósnio Tarik Muharemovic em uma disputa de bola.
A expulsão deixou o 'Team USA' sem seu principal jogador na tentativa de chegar às quartas de final, melhor resultado da equipe na era moderna da Copa do Mundo.
No entanto, a situação de Balogun tomou outro rumo inesperado neste domingo com o relatório disciplinar da Fifa, que começou confirmando que o jogador seria suspenso por um jogo pelo cartão vermelho.
A punição, porém, foi retirada "por um período probatório de um ano", nos termos do Artigo 27 do Código Disciplinar da Fifa, explicou o comunicado.
"Se Folarin Balogun cometer outra infração de natureza e gravidade semelhantes durante o período probatório, a retirada da suspensão será revogada e a punição aplicada, sem prejuízo de qualquer sanção adicional imposta pela nova infração", acrescenta o texto.
- Foi um "acidente" -
Desde o apito final da partida contra a Bósnia, os Estados Unidos consideraram injusta a expulsão de Balogun, e suas consequências.
Perder o atacante de 25 anos seria um duro golpe para uma seleção que havia começado a Copa do Mundo melhor do que jamais poderia ter sonhado.
A equipe comandada pelo técnico argentino Mauricio Pochettino chegou ao Mundial cercada de dúvidas quanto ao seu nível competitivo, agravadas por várias derrotas recentes, incluindo uma goleada por 5 a 2 para a Bélgica em um amistoso disputado em Atlanta, em março deste ano.
"Para mim, nunca é lance para cartão vermelho", disse Pochettino logo após a partida contra a Bósnia. "Não houve, em momento algum, a intenção de pisar no jogador. Foi uma jogada normal de futebol que foi um acidente".
O próprio jogador também contestou a expulsão.
"Se você já jogou este jogo, entende que há situações que simplesmente não podem ser evitadas e que precisam ser analisadas dentro do contexto quando são revisadas", disse Balogun.
As críticas logo chegaram à esfera política. Um dia depois do jogo, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, pediu que a suspensão fosse reconsiderada.
"Tem de haver um processo de recurso para isso. Provavelmente já é tarde demais para isso, não é?", declarou Rubio.
Neste domingo, a federação de futebol dos Estados Unidos expressou satisfação com a decisão sobre seu atacante.
"Aceitamos a decisão do Comitê Disciplinar e estamos satisfeitos por Folarin Balogun estar apto a competir amanhã", afirmou a US Soccer em comunicado.
"Todas as nossa atenções estão voltadas para o jogo das oitavas de final contra a Bélgica, em Seattle, e esperamos continuar contando com o apoio da nossa torcida incrível", acrescenta a nota.
gbv/cl/cb
© Agence France-Presse
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