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Irã exige compensações por maré negra no Estreito de Ormuz

Published on August 13, 2026 at 17:02

Visitantes caminham à beira-mar em uma praia na ilha iraniana de Qeshm, em 1º de maio de 2023 — Atta Kenare / AFP
Visitantes caminham à beira-mar em uma praia na ilha iraniana de Qeshm, em 1º de maio de 2023 — Atta Kenare / AFP

O Irã alertou, nesta quinta-feira (13), sobre a contaminação no Estreito de Ormuz depois que uma mancha negra atingiu a ilha de Qeshm, no sul do país, e pediu indenizações pelos danos causados.

"Os primeiros indícios apontam que um cargueiro estrangeiro seria a origem" da contaminação, destacou no X o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baqaei.

O porta-voz considerou que "toda parte que obtiver lucros com o transporte marítimo comercial através do Estreito de Ormuz tem a obrigação, tanto jurídica quanto moral, de reparar os danos ambientais" causados.

No entanto, segundo o portal de rastreamento marítimo TankerTrackers, "o vazamento de petróleo parece vir do ataque iraniano contra o cargueiro Minoan Pioneer", realizado em águas omanis em 3 de agosto.

"Em seguida, a maré negra desviou-se através do estreito até o Irã", detalhou o TankerTrackers.

Sheena Ansari, encarregada da Organização Iraniana de Proteção do Meio Ambiente, também denunciou o incidente no X nesta quinta-feira.

"Este é apenas um exemplo da ampla contaminação que tem destruído o ecossistema marinho da região nas últimas décadas", escreveu.

"Quem é responsável por indenizar os danos? Os países que consomem as exportações de energia da nossa região ou os agressores que transformaram esta região em uma base para operações militares?", perguntou-se.

O Irã controla de fato o Estreito de Ormuz desde o início da guerra no Oriente Médio, desencadeada por uma ofensiva dos Estados Unidos e de Israel em 28 de fevereiro.

Desde então, o Irã informou que pretende impor taxas de navegação por serviços, inclusive a proteção do meio ambiente, aos navios que transitarem pela área, algo ao que Estados Unidos e vários países da região se opõem firmemente.

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