Economia dos EUA cresce menos que o esperado no 2º trimestre
A economia dos Estados Unidos cresceu 1,5% na taxa anualizada no segundo trimestre de 2026, menos do que o esperado pelos analistas, segundo dados oficiais divulgados nesta quinta-feira (30) pelo Departamento do Comércio.
Em relação ao primeiro trimestre, a atividade econômica aumentou 0,4%.
Os analistas haviam projetado para o segundo trimestre um aumento de 1,8% do Produto Interno Bruto na comparação anual, segundo o consenso da MarketWatch.
"Em comparação com o primeiro trimestre, a desaceleração do PIB real no segundo trimestre refletiu uma queda dos gastos públicos e desacelerações nos investimentos e nas exportações, que foram parcialmente compensadas por uma aceleração dos gastos dos consumidores", afirmou um comunicado oficial do Escritório de Análise Econômica.
A economia americana tem mostrado um crescimento sólido nos últimos trimestres, apesar das turbulências decorrentes da política tarifária do presidente Donald Trump e das consequências da guerra no Oriente Médio.
O crescimento econômico tem sido sustentado pelos investimentos na inteligência artificial (IA), mas o consumo foi afetado após anos de preços elevados, agravados pelos efeitos da guerra.
Os gastos públicos também estão diminuindo, apesar da guerra entre os Estados Unidos e o Oriente Médio, que também prejudica o crescimento americano.
Em nível federal, os gastos não relacionados à defesa são particularmente afetados.
A situação da economia americana e seu impacto no bolso dos cidadãos é uma questão fundamental nas eleições de meio de mandato de novembro, nas quais o Partido Democrata tentará retomar o controle do Congresso dos republicanos de Trump.
A inflação de junho mostrou uma desaceleração, 3,7% em 12 meses, segundo o índice PCE, também divulgado nesta quinta-feira pelo Departamento do Comércio. Em maio, havia sido de 4,1%.
A meta de inflação do Federal Reserve (Fed, banco central) é de 2% ao ano.
Na oposição, a senadora democrata Elizabeth Warren criticou o governo pelos altos preços, observando que a inflação nos Estados Unidos aumentou desde que Trump assumiu o cargo em janeiro de 2025.
"Trump prometeu cortar custos 'no primeiro dia'. Em vez disso, sua agenda econômica fracassada, desde suas tarifas caóticas até sua guerra ilegal no Irã, alimentou a disparada dos preços e corroeu os salários", disse ela.
A forte queda nos preços da energia, particularmente da gasolina, devido a uma pausa temporária na guerra no Oriente Médio, explica em grande parte o retrocesso em junho.
Esse número é uma boa notícia para o Fed, que decidiu no dia anterior manter as taxas de juros inalteradas, na faixa de 3,50% a 3,75%.
No entanto, a retomada do conflito no Oriente Médio, onde os Estados Unidos e o Irã voltam a trocar ataques, poderia desencadear um aumento dos preços.
O petróleo WTI subiu para quase 84 dólares (430 reais) por barril nesta quinta-feira, depois de começar o mês em torno de 69 dólares (353 reais) por barril.
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