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Fifa retira plano de investimento privado após reação mundial negativa

Published on أغسطس 1, 2026 at 03:05

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, acena ao chegar para a partida final da Copa do Mundo de 2026, entre Espanha e Argentina, no Estádio Nova York/Nova Jersey, em East Rutherford, em 19 de julho de 2026. — CHARLY TRIBALLEAU / AFP
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, acena ao chegar para a partida final da Copa do Mundo de 2026, entre Espanha e Argentina, no Estádio Nova York/Nova Jersey, em East Rutherford, em 19 de julho de 2026. — CHARLY TRIBALLEAU / AFP

A Fifa voltou atrás nesta sexta-feira (31) e retirou seu projeto FIFA Forward Enterprise (FFE), que previa abrir à iniciativa privada a gestão comercial de suas principais competições, após a forte oposição de dirigentes e confederações de diferentes regiões do mundo.

"Nosso propósito sempre foi — e sempre será — unir e melhorar. Em consequência, essa proposta não seguirá adiante", disse o presidente da Fifa, Gianni Infantino, ao anunciar, em comunicado, o fim da iniciativa.

Infantino explicou que, após ouvir atentamente as diferentes opiniões, ficou claro que o projeto havia gerado "divisões de uma natureza" que, independentemente do nível de apoio, "já não correspondem ao interesse do objetivo inicialmente proposto".

O principal dirigente do futebol mundial lembrou que o polêmico projeto foi concebido para "servir de base para um fortalecimento ainda maior" das associações filiadas, especialmente nos países "onde o apoio é mais necessário", e que só avançaria se contasse com o respaldo da maioria.

A Fifa apresentou na terça-feira o projeto FIFA Forward Enterprise (FFE), uma subsidiária comercial que, segundo a entidade, poderia arrecadar até 4,2 bilhões de dólares com base em uma avaliação de mercado de 20 bilhões de dólares e administrar atividades ligadas à Copa do Mundo e ao Mundial de Clubes.

A iniciativa também previa um pagamento único de 20 milhões de dólares para cada uma das 211 associações filiadas no início de 2027 e elevar de 8 milhões para 20 milhões de dólares o financiamento previsto para o ciclo de 2027 a 2030.

A possibilidade de incorporar investidores privados, ainda que com participação minoritária, provocou rapidamente a rejeição de várias confederações.

A Uefa, que reúne 55 federações nacionais, foi a primeira a elevar o tom do conflito ao anunciar que suas seleções não participariam de competições organizadas pela Fifa enquanto o projeto permanecesse em discussão.

A Concacaf, entidade que reúne 41 federações da América do Norte, América Central e Caribe, apoiou essa oposição e rejeitou formalmente a iniciativa, enquanto a Confederação Asiática de Futebol (AFC), que congrega 47 federações, alinhou-se nesta sexta-feira às duas confederações.

Na América do Sul, a Conmebol foi a última das grandes confederações a se manifestar sobre o projeto, nesta sexta-feira, e adotou uma posição mais cautelosa.

A entidade informou que abriu consultas com suas dez associações filiadas, entre elas as influentes CBF, do Brasil, e AFA, da Argentina.

O conflito atingiu o círculo mais próximo de Infantino com a renúncia de seu principal assessor, Carlos Cordeiro, que criticou duramente a iniciativa e a classificou como "um mau negócio para as associações filiadas à Fifa, um mau negócio para o futebol e um mau negócio para o futuro de longo prazo do esporte".

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