Navio sul-coreano inicia viagem pela rota do Ártico
Um navio porta-contêineres sul-coreano zarpou neste sábado (22) em direção à Europa pelo Ártico, sinal do interesse crescente por esta rota marítima diante das contínuas interrupções do tráfego no Oriente Médio.
Embora a mudança climática facilite a navegação nesta rota marítima, também existem muitas limitações que restringem seu potencial comercial e geram preocupação ambiental.
Os países asiáticos, com as reservas de hidrocarbonetos gravemente afetadas pela guerra iniciada há quase seis meses pela ofensiva dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, consideram a rota uma forma de diversificar suas opções.
"Está destinada a virar uma alternativa às rotas do Oriente Médio", declarou Nam Jae-hon, vice-ministro dos Oceanos da Coreia do Sul.
Uma semana após o início da viagem de um navio chinês que pretende inaugurar uma rota marítima regular, o Panstar Acro zarpou neste sábado do porto de Busan, na Coreia do Sul, às 21h30 locais (9h30 de Brasília), informou à AFP o Ministério dos Oceanos.
O navio, operado pela empresa local PanStar Line Dot Com, deve fazer escalas nos portos europeus de Felixstowe (Inglaterra), Roterdã (Países Baixos) e Gdansk (Polônia).
O objetivo é determinar se o degelo neste período do ano permite a abertura de uma rota comercialmente viável.
Desde o início do ano, o tráfego marítimo entre a Ásia e a Europa passa agora pelo Cabo da Boa Esperança, no extremo sul do continente africano.
A rota do Ártico reduz as distâncias entre 30% e 40% em comparação com a rota pelo Canal de Suez, no Egito, e quase pela metade em comparação com a rota pelo Cabo da Boa Esperança, segundo um estudo da seguradora de crédito Coface, publicado em abril.
A rota do Ártico geraria custos menores, um consumo menor de combustível e um tempo de travessia reduzido pela metade, em quase 20 dias.
Analistas esperam que ofereça uma vantagem comercial significativa, principalmente para commodities como petróleo e gás natural liquefeito.
A principal limitação da rota é que a viagem só poderia ser garantida de agosto a outubro, utilizando navios de porte mais modesto, cuja capacidade é 10 vezes menor que a dos enormes porta-contêineres que transportam grande parte do tráfego marítimo.
Por outro lado, especialistas alertam que os navios sul-coreanos que utilizarem a rota do Ártico podem infringir as sanções ocidentais contra a Rússia, já que receberiam serviços russos de navegação e meteorologia em troca de pagamentos, por mais modestos que sejam.
Ambientalistas temem que as travessias acelerem o degelo do Ártico, um oceano glacial já ameaçado pelas mudanças climáticas, razão pela qual muitas empresas ocidentais (a francesa CMA-CGM, a suíça MSC e a alemã Hapag-Lloyd) se comprometeram a evitar esta rota.
Latest stories
اخبار دولية إندونيسيا تنشر مئات الجنود لمكافحة حرائق الغابات في بورنيو
تستعد إندونيسيا لنشر 1500 جندي إضافي في بورنيو للمساعدة في مكافحة حرائق الغابات التي اجتاحت مساحات شاسعة من الجزيرة وتسبّبت في ضباب كثيف،...
رياضة بطولة إنكلترا: يونايتد يستهل الموسم بسقوط مفاجئ أمام هال الصاعد حديثا
مني مانشستر يونايتد، ثالث الموسم الماضي، بخسارة مفاجئة في مستهل مشواره بالدوري الإنكليزي لكرة القدم، بعدما سقط السبت أمام هال...
اخبار دولية وزير الخارجية الألماني يوجه من كييف انتقادات حادة إلى موسكو
وجه وزير الخارجية الألماني يوهان فاديفول السبت انتقادات حادة إلى الرئيس الروسي فلاديمير بوتين بسبب ما وصفه بـ"تصعيد الحرب العدوانية والوحشية" في أوكرانيا، متعهدا تقديم...