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Concacaf rejeita plano da Fifa de abertura a investidores privados

Published on يوليو 30, 2026 at 22:52

O presidente da Concacaf, Victor Montagliani (à direita), ao lado do presidente da Fifa, Gianni Infantino, na partida das quartas de final da Copa do Mundo entre Noruega e Inglaterra, em Miami, no dia 11 de julho de 2026. — ROBERTO SCHMIDT / AFP
O presidente da Concacaf, Victor Montagliani (à direita), ao lado do presidente da Fifa, Gianni Infantino, na partida das quartas de final da Copa do Mundo entre Noruega e Inglaterra, em Miami, no dia 11 de julho de 2026. — ROBERTO SCHMIDT / AFP

As 41 federações filiadas à Concacaf rejeitaram por unanimidade nesta quinta-feira (30) o plano da Fifa de vender uma participação nas operações comerciais da Copa do Mundo.

A polêmica proposta foi discutida em uma reunião dos presidentes das federações dos países que compõem a Confederação de Futebol da América do Norte, Central e Caribe (Concacaf).

"Durante a reunião, os membros manifestaram profunda preocupação com a falta de devido processo legal em torno da proposta, o prazo artificialmente curto imposto e a ausência de qualquer revisão ou aprovação pelos órgãos dirigentes da Fifa", afirmou a Concacaf em um comunicado.

"Além disso, foi questionada a necessidade de investimento de capital privado para financiar os projetos novos e já existentes do Fifa Forward [programa de desenvolvimento do futebol], após a Copa do Mundo da Fifa mais lucrativa da história", diz o texto.

"O debate reforçou a necessidade de maior transparência e governança adequada".

"Por esses motivos, a Concacaf e suas 41 associações-membro rejeitaram a proposta", observou a organização liderada por Victor Montagliani, que também é vice-presidente da Fifa.

O futuro do futebol — e o seu ativo mais valioso — deve permanecer nas mãos da nossa família do futebol", enfatizou a confederação que reúne os países-sede da última Copa do Mundo: Estados Unidos, México e Canadá.

Pouco depois do término da Copa, no dia 19 de julho, a Fifa anunciou sua intenção de criar uma empresa para gerenciar suas atividades comerciais e atrair investidores externos, prometendo um aporte de US$ 10 bilhões (cerca de R$ 50,8 bilhões na cotação atual) para financiar o desenvolvimento do futebol.

Gianni Infantino, presidente da entidade que rege o futebol mundial, defendeu seu projeto na quarta-feira, mas insistiu que se trata de "uma oportunidade, não uma obrigação".

A proposta enfrentou críticas imediatas de figuras do futebol e da política, incluindo uma ameaça das 55 federações que integram a Uefa de boicotar futuras competições da Fifa, e foi apresentada apenas 11 meses antes da realização da Copa do Mundo Feminina de 2027, no Brasil.

A Concacaf já havia manifestado sua "profunda preocupação com a falta de devido processo legal" antes do comunicado desta quinta-feira, que rejeitou formalmente a proposta da entidade liderada por Gianni Infantino.

Pouco depois, a Federação de Futebol dos Estados Unidos publicou uma mensagem no X confirmando que "apoia a Concacaf e seus membros".

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